quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Impasse
Pior do que um coração partido é um ego destruído. Acabei de perceber. Tamanho é o sentimento do ego disfarçado de emoção, seria mesmo emoção? É um impasse, uma tremenda barreira, onde eu podia fazer de tudo com qualquer um, de repente me vi impedido, eu mesmo me impedi, bati a cara contra essa parede. Tão forte que até machucou. E só hoje fui perceber. Só hoje? Poxa, como fui tolo, cego... A verdade estava o tempo todo estampada em meu semblante. “Olha pro espelho, quem é que você vê afinal de contas?” Não era o coração, não era o amor, era o ego, sempre foi o tempo todo... Era minha imagem refletida, minha impossibilidade, minha barreira auto-gerada, por isto então me machucava tanto, era o meu limite, por isso é como se fosse uma farpa dentro de minha unha, inflamando, cada vez mais fundo. O que foi isso? Foi a chuva? O cigarro, as pessoas, essa sensação que tenho sentido de que eu de repente fui jogado em um mundo estranho? Por que será que não ficou tão óbvio assim logo no começo? E de repente... o vômito, essa ânsia se expurga de meu corpo, gosto ruim, não sai da boca, ou seria da cabeça? Essa sensação estranha na barriga, indigestão, é o ego. É, isto é amor ou paixão, vai saber... Eu amei com o ego ao invés do coração, e pior que um coração partido é um ego destruído...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Máscaras
Máscaras que escondem seu rosto vazio
Mentiras que são ditas por sua vaidade
Escondendo a esperança do nome tardio
Palavras falsas que nunca viram verdade
Esconda-se por trás de sua falsidade
Por apenas mais um dia deixe de ser
Quem você sabe que é na verdade
Engane a si mesmo, ninguém vai saber
Esconda o brilho dos olhos e seu sorriso
Afinal quem pensam que são com isso?
Esconda a hipocrisia de seu semelhante
Esconda-se de si mesmo, faça-se sorrir
Mas não é preciso manter seu semblante
Um dia essa sua máscara vai cair.
Anderson Marques Mileib
Mentiras que são ditas por sua vaidade
Escondendo a esperança do nome tardio
Palavras falsas que nunca viram verdade
Esconda-se por trás de sua falsidade
Por apenas mais um dia deixe de ser
Quem você sabe que é na verdade
Engane a si mesmo, ninguém vai saber
Esconda o brilho dos olhos e seu sorriso
Afinal quem pensam que são com isso?
Esconda a hipocrisia de seu semelhante
Esconda-se de si mesmo, faça-se sorrir
Mas não é preciso manter seu semblante
Um dia essa sua máscara vai cair.
Anderson Marques Mileib
domingo, 20 de setembro de 2009
Pulsão
A vida pulsa
O sentimento que pulsa e não para de bater
O coração que bate seu nome e não quer saber
O sentimento pulsa, e minha pulsão é você
Anderson Marques Mileib
O sentimento que pulsa e não para de bater
O coração que bate seu nome e não quer saber
O sentimento pulsa, e minha pulsão é você
Anderson Marques Mileib
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Indiferença
O corpo é fraco, a carne é fraca
A alma é fraca, a memória é forte.
O sentimento continua sentindo
Sente, pulsa a vida, enche a gente.
O corpo é fraco, as mãos tremem
Enquanto o céu chora a chuva
Eu choro o sangue das mãos
Se Deus deu a vida, eu a tirei
Enterrei com minhas próprias mãos
Não foi por ódio, tão pouco por amor
Foi pelo pior, foi pela indiferença
Simplesmente fiz deixar de existir
Eu apenas assinei sua sentença.
Anderson Marques Mileib
A alma é fraca, a memória é forte.
O sentimento continua sentindo
Sente, pulsa a vida, enche a gente.
O corpo é fraco, as mãos tremem
Enquanto o céu chora a chuva
Eu choro o sangue das mãos
Se Deus deu a vida, eu a tirei
Enterrei com minhas próprias mãos
Não foi por ódio, tão pouco por amor
Foi pelo pior, foi pela indiferença
Simplesmente fiz deixar de existir
Eu apenas assinei sua sentença.
Anderson Marques Mileib
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Meio morto
Estou meio morto... e quero deixar a outra metade igual.
Só não sei como.
Se mato a metade que está sã ou se cuido da ferida.
Só não sei como.
Se mato a metade que está sã ou se cuido da ferida.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Incerto
Por que não desaparece?
Seu rosto de meus olhos,
Seu cheiro de minha memória,
Sua voz de meu passado
e deixe minha glória.
Por que ainda cresce?
Hei de fazê-la desaparecer
enterrada à sete palmos.
Sob uma lua qualquer de setembro
embebida no próprio sangue.
E o que fiz eu ainda lembro
junto com o que quero esquecer.
Voe em suas asas de inseto.
Bebi seu sangue para me lembrar,
senti seu gosto pela última vez.
Fi-la desaparecer por fim.
Depois de tudo que me fez...
Resta-me um futuro incerto.
Anderson Marques Mileib
Seu rosto de meus olhos,
Seu cheiro de minha memória,
Sua voz de meu passado
e deixe minha glória.
Por que ainda cresce?
Hei de fazê-la desaparecer
enterrada à sete palmos.
Sob uma lua qualquer de setembro
embebida no próprio sangue.
E o que fiz eu ainda lembro
junto com o que quero esquecer.
Voe em suas asas de inseto.
Bebi seu sangue para me lembrar,
senti seu gosto pela última vez.
Fi-la desaparecer por fim.
Depois de tudo que me fez...
Resta-me um futuro incerto.
Anderson Marques Mileib
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Eu a amei
Em uma límpida envaidecida noite, gritei
Ao céu e a todos os anjos com fulgor
Ah! Plena felicidade de uma vida sem dor
Queria que todos soubessem, eu a amei!
Tive os mais lúcidos desejos que sonhei
Os dias mais felizes que poderia ter na vida
Era triste e insuportável a dor de sua partida
Queria tanto gritar aos céus: como a amei!
Por várias noites em seus beijos me embebedei
E nem as mais belas palavras poderiam expressar
A inexplicável sensação de tê-la sob o luar...
Não poderia desejar estar mais feliz, como a amei!
E os tempos foram passando, assim me aprisionei
E logo meu coração gélido caiu em total dor...
E com isso fui deixando de saber o que é o amor
Como foi bom isto tudo, que todos saibam: eu a matei.
Anderson Marques Mileib
Ao céu e a todos os anjos com fulgor
Ah! Plena felicidade de uma vida sem dor
Queria que todos soubessem, eu a amei!
Tive os mais lúcidos desejos que sonhei
Os dias mais felizes que poderia ter na vida
Era triste e insuportável a dor de sua partida
Queria tanto gritar aos céus: como a amei!
Por várias noites em seus beijos me embebedei
E nem as mais belas palavras poderiam expressar
A inexplicável sensação de tê-la sob o luar...
Não poderia desejar estar mais feliz, como a amei!
E os tempos foram passando, assim me aprisionei
E logo meu coração gélido caiu em total dor...
E com isso fui deixando de saber o que é o amor
Como foi bom isto tudo, que todos saibam: eu a matei.
Anderson Marques Mileib
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
...
Uma professora minha diz que o aniversário é algo sombrio. Um ritual macabro de assoprar as velinhas, onde cada uma delas representa um ano que a pessoa venceu a morte. Bom, logo farei meu ritual sombrio de assoprar as velinhas então, 22 para mim, 0 para morte.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Sintaxe
Olá, meu nome é tolo.
O tolo que escreve e não sabe falar.
Muitíssimo prazer, sou o idiota,
Idiota que ama sem contar.
Guardo para mim mesmo os sentimentos
Sou egoísta em consentimentos.
Olá, sou a auto-destruição.
Meu nome é gim, conhaque, absinto.
Mato-me todos os dias. Oh, paixão!
Eu sou a fumaça do cigarro que respira,
Sou o ar que o pulmão inspira
Muito prazer, sou a ironia!
Não tenho amigos, razão ou família.
Mas tenho meu rancor, que alegria.
E melhor que isto, ainda ficaria?
Anderson Marques Mileib
O tolo que escreve e não sabe falar.
Muitíssimo prazer, sou o idiota,
Idiota que ama sem contar.
Guardo para mim mesmo os sentimentos
Sou egoísta em consentimentos.
Olá, sou a auto-destruição.
Meu nome é gim, conhaque, absinto.
Mato-me todos os dias. Oh, paixão!
Eu sou a fumaça do cigarro que respira,
Sou o ar que o pulmão inspira
Muito prazer, sou a ironia!
Não tenho amigos, razão ou família.
Mas tenho meu rancor, que alegria.
E melhor que isto, ainda ficaria?
Anderson Marques Mileib
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Perdida
Criança, você se perdeu em seu orgulho.
Faz coisas sem pensar tentando me atingir.
Criança, por que faz tanto barulho?
É tão claro que você não sabe fingir.
Qual é a razão disto tudo criança?
De você eu apenas esperava maturidade.
Mas ela se foi com minha esperança...
E percebi que você só tem idade.
Criança, tente o quanto quiser.
Você fará apenas o chamado.
Você sabe exatamente o que quer
Sabe por onde tem andado.
Criança, você pode fingir
Pode enganar a todos, enfim.
Você pode até tentar fugir,
Mas não engana a você e nem a mim.
Anderson Marques Mileib
Faz coisas sem pensar tentando me atingir.
Criança, por que faz tanto barulho?
É tão claro que você não sabe fingir.
Qual é a razão disto tudo criança?
De você eu apenas esperava maturidade.
Mas ela se foi com minha esperança...
E percebi que você só tem idade.
Criança, tente o quanto quiser.
Você fará apenas o chamado.
Você sabe exatamente o que quer
Sabe por onde tem andado.
Criança, você pode fingir
Pode enganar a todos, enfim.
Você pode até tentar fugir,
Mas não engana a você e nem a mim.
Anderson Marques Mileib
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Lirismo Roubado
Ode a um lirismo roubado
do coração de um amado.
Roubei suas liras e poesias,
cantos e alegrias.
Roubei seu corpo,
seus sentimentos,
suas qualidades,
seus consentimentos.
Agora de você nada existe.
Não tem mais um nome,
não tem mais lugar.
Roubei sua existência
que não soube amar.
E sou sua nova imagem,
respondo por seu nome.
Faço agora sua mensagem,
sinto agora sua fome.
Roubei tudo que é seu,
peguei seus conceitos.
Agora tudo é meu
menos seus defeitos.
Anderson Marques Mileib
do coração de um amado.
Roubei suas liras e poesias,
cantos e alegrias.
Roubei seu corpo,
seus sentimentos,
suas qualidades,
seus consentimentos.
Agora de você nada existe.
Não tem mais um nome,
não tem mais lugar.
Roubei sua existência
que não soube amar.
E sou sua nova imagem,
respondo por seu nome.
Faço agora sua mensagem,
sinto agora sua fome.
Roubei tudo que é seu,
peguei seus conceitos.
Agora tudo é meu
menos seus defeitos.
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
S1
Me refugio em seus olhos
Assim como me perco em seu olhar
Sua voz me guia
Me ensina a amar
Faço versos retos e tortos
Posso até me apaixonar
Mas qual paixão?
-Seria a lunática?
Paixão cheia, exacerbada,
e de sentimentos demasiada?
Ou será paixão minguante?
Que de tanto inflar...
-Estourou!
Qual é a paixão da lua?
Talvez seja a nova
Que aos poucos clareia os sentimentos
Ou então é a crescente
Cresce e fica cheia...
rouba o brilho do sol contente
Lunática ou não
é uma paixão.
Seja ela platônica
ou atômica.
Que seja intensiva
e explosiva.
Não deixará de ser paixão.
Anderson Marques Mileib
Assim como me perco em seu olhar
Sua voz me guia
Me ensina a amar
Faço versos retos e tortos
Posso até me apaixonar
Mas qual paixão?
-Seria a lunática?
Paixão cheia, exacerbada,
e de sentimentos demasiada?
Ou será paixão minguante?
Que de tanto inflar...
-Estourou!
Qual é a paixão da lua?
Talvez seja a nova
Que aos poucos clareia os sentimentos
Ou então é a crescente
Cresce e fica cheia...
rouba o brilho do sol contente
Lunática ou não
é uma paixão.
Seja ela platônica
ou atômica.
Que seja intensiva
e explosiva.
Não deixará de ser paixão.
Anderson Marques Mileib
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Soneto
Por Zeus, tantas regras para poesia!
Rima, verso, sequencia em demasia.
Musicalidade, sincronia e tudo mais.
Todas as regras atoladas em um cais.
Não ser grande tão pouco pequeno...
Regras que mais se parecem veneno.
Acordar, ler, decorar e depois escrever.
Não há tempo para dormir ou comer.
Rima, verso, sequencia e até sincronia.
Além de tudo ainda resta o sentimento.
É o combustível da poesia-regimento.
Rima, verso, sequencia, que sinfonia!
Não posso fazer sequer meus sonetos..
Sem juntar meus quartetos e tercetos.
Anderson Marques Mileib
Rima, verso, sequencia em demasia.
Musicalidade, sincronia e tudo mais.
Todas as regras atoladas em um cais.
Não ser grande tão pouco pequeno...
Regras que mais se parecem veneno.
Acordar, ler, decorar e depois escrever.
Não há tempo para dormir ou comer.
Rima, verso, sequencia e até sincronia.
Além de tudo ainda resta o sentimento.
É o combustível da poesia-regimento.
Rima, verso, sequencia, que sinfonia!
Não posso fazer sequer meus sonetos..
Sem juntar meus quartetos e tercetos.
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Minha palavra
A palavra é a minha arte.
Minha fonte de expressão
D'alma, uma alma à parte
Minha perfeita inspiração.
É um grito de liberdade
De uma garganta rouca
Que só busca a verdade
E a transforma em louca.
É um grito de socorro
Se perdendo à multidão.
Esquecido na imensidão.
É o mais puro já criado.
A mais bela poesia já lida
É aquela chamada de vida.
Anderson Marques Mileib
Esse não é antigo.
Minha fonte de expressão
D'alma, uma alma à parte
Minha perfeita inspiração.
É um grito de liberdade
De uma garganta rouca
Que só busca a verdade
E a transforma em louca.
É um grito de socorro
Se perdendo à multidão.
Esquecido na imensidão.
É o mais puro já criado.
A mais bela poesia já lida
É aquela chamada de vida.
Anderson Marques Mileib
Esse não é antigo.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Brilho Eterno
Brilho eterno criado ao sol nascente
Sombrias lembranças esquecidas
Criadas no pranto da lua poente
E foram com fulgor aquecidas
Brilho eterno, ao sol fora retalhado
Não passa de lembranças dançantes
Pés e braços, o movimento espelhado
Nada mais do que palavras marcantes
São sombras que pernoitam por sonhos refletidos
No azul celeste de todos os vales foram esquecidos
São lembranças esculpidas, carícias perdidas
Brilho eterno, ode a um coração de metal
Banhado pelo sangue de esperanças perdidas
E seu coração se perdeu em sua terra natal
Anderson Marques Mileib
Outro antigo
Sombrias lembranças esquecidas
Criadas no pranto da lua poente
E foram com fulgor aquecidas
Brilho eterno, ao sol fora retalhado
Não passa de lembranças dançantes
Pés e braços, o movimento espelhado
Nada mais do que palavras marcantes
São sombras que pernoitam por sonhos refletidos
No azul celeste de todos os vales foram esquecidos
São lembranças esculpidas, carícias perdidas
Brilho eterno, ode a um coração de metal
Banhado pelo sangue de esperanças perdidas
E seu coração se perdeu em sua terra natal
Anderson Marques Mileib
Outro antigo
terça-feira, 28 de julho de 2009
Delirantes Pensamentos
Meu cérebro transborda,
E minh'alma ardente...
Nas visões se recorda
Do sonho transparente.
Estou aqui e ali
As Idéias se derretem
Pensamentos partidos
Todos comprometem.
Ânimos perdidos...
Será mesmo assim?
E este estado febril,
As trêmulas mãos,
O coração a mil.
Os sonhos, onde estão?
Estariam destruídos?
Anderson Marques Mileib
E minh'alma ardente...
Nas visões se recorda
Do sonho transparente.
Estou aqui e ali
As Idéias se derretem
Pensamentos partidos
Todos comprometem.
Ânimos perdidos...
Será mesmo assim?
E este estado febril,
As trêmulas mãos,
O coração a mil.
Os sonhos, onde estão?
Estariam destruídos?
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Uma bela canção...
The Sound of Silence
Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos," digo eu, "vocês não sabem
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio
E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações
E sussurraram no som do silêncio"
Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos," digo eu, "vocês não sabem
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio
E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações
E sussurraram no som do silêncio"
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Da Solidão à Tristeza
Sentado num quarto escuro
Acompanhado pela solidão
Sinto-me no meio d’um muro
Sinto as palpadas batidas do coração
Ouço palmas ao fundo da canção
Do meu lado vejo um copo cheio
Do outro lado a silhueta da estação
Eis que surge uma figura no meio
É meu reflexo e minha imagem
O fantasma das críticas perdidas
Ele quer me trazer uma mensagem
Sempre diz coisas despercebidas
E os gritos logo chegam a meu ouvido
E os ouço claramente e com esperteza
E os gritos levam o meu paraíso perdido
- Abram alas, da solidão à tristeza. –
Anderson Marques Mileib
Texto antigo.
Acompanhado pela solidão
Sinto-me no meio d’um muro
Sinto as palpadas batidas do coração
Ouço palmas ao fundo da canção
Do meu lado vejo um copo cheio
Do outro lado a silhueta da estação
Eis que surge uma figura no meio
É meu reflexo e minha imagem
O fantasma das críticas perdidas
Ele quer me trazer uma mensagem
Sempre diz coisas despercebidas
E os gritos logo chegam a meu ouvido
E os ouço claramente e com esperteza
E os gritos levam o meu paraíso perdido
- Abram alas, da solidão à tristeza. –
Anderson Marques Mileib
Texto antigo.
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Mosca
Diário do Dr. Fleubermann Paciente nº 003764 Curioso e peculiar o caso deste paciente em específico. Ainda me lembro bem da primeir...
-
Em seu livro Eu, Robô, Isaac Asimov nos apresenta, de forma resumida a evolução da robótica, desde um simples mecanismo usado como brinquedo...
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Nunca diga a mim Que não sabia da situação. Que essa sua bandeira -que também é a minha- Virou-se uma poleira, As armas, multidão...
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Ai! Ai de mim! Poder dizer assim, Palavras ou sussurros Deste querer aos urros! Ai de mim, se na liberdade Pudesse dizer-lhe...