Quem me dera poder ter tudo de volta...
Os dias,
as lembranças,
os risos,
a felicidade,
o amor...
Onde foi que deixei tudo isso? Onde foi que me perdi?
Quem me dera acordar um dia
e ver que foi tudo um pesadelo
Quem me dera despertar e ver tudo em seu lugar
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Deusa de Plástico
Deusa de plástico, beleza encantadora
Seu olhar firme e profundo ilumina orações
E sua pele alva de amor fornecedora
Por onde caminha, oh Deusa, arranca corações
Mas qual é a cor por baixo do plástico de seu olhar?
O que há de se esconder atrás de tamanha beleza?
Oh Deus, a chuva pode solver-lhe ao tocar?
Se é que existe alguém por trás da sutileza...
E o vento ao tocar seus cabelos dançantes
Uma dança falsa e hipnotizadora...
Enquanto durar sua beleza estonteante
E refazer em sua pele, sua beleza inspiradora.
Seu olhar firme e profundo ilumina orações
E sua pele alva de amor fornecedora
Por onde caminha, oh Deusa, arranca corações
Mas qual é a cor por baixo do plástico de seu olhar?
O que há de se esconder atrás de tamanha beleza?
Oh Deus, a chuva pode solver-lhe ao tocar?
Se é que existe alguém por trás da sutileza...
E o vento ao tocar seus cabelos dançantes
Uma dança falsa e hipnotizadora...
Enquanto durar sua beleza estonteante
E refazer em sua pele, sua beleza inspiradora.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Divino Inferno
Ouço falar em Deus o dia inteiro
Mas vivo em um inferno traiçoeiro
Onde está a resposta prometida?
Onde existe a vida garantida?
E veja meu silêncio displicente...
Mais alto que qualquer grito estridente
Quando esta busca irá terminar?
Sonho com a paz, se ela retornar...
Vivo sob uma tortura de orações...
Vivo uma vida de lamentações
Vivendo sonhos que já não são meus
Pacientemente aguardando o dia do adeus...
Mas vivo em um inferno traiçoeiro
Onde está a resposta prometida?
Onde existe a vida garantida?
E veja meu silêncio displicente...
Mais alto que qualquer grito estridente
Quando esta busca irá terminar?
Sonho com a paz, se ela retornar...
Vivo sob uma tortura de orações...
Vivo uma vida de lamentações
Vivendo sonhos que já não são meus
Pacientemente aguardando o dia do adeus...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Memento
Memórias agridoces pairam com fulgor
Foram dias que realmente existiram?
Irá à felicidade para subjugar esta dor?
Por onde seus turvos passos caminham?
Tenho tantas perguntas sem respostas...
Tantos desejos, tantas palavras a serem ditas
E do fim do ciclo, onde está sua proposta?
O desejo ainda deseja, diga, não mintas...
Memórias agridoces respiram seu ardor
E se algum dia essa chama se apagar...
Se tal gosto perder seu peculiar sabor
Tenha certeza: - Eis que há um coração a parar!
Daí não existirá mais rimas para compor
Não haverá mais versos para escrever
Canções escritas por vozes em vão
Um pobre tolo buscando sua redenção
Foram dias que realmente existiram?
Irá à felicidade para subjugar esta dor?
Por onde seus turvos passos caminham?
Tenho tantas perguntas sem respostas...
Tantos desejos, tantas palavras a serem ditas
E do fim do ciclo, onde está sua proposta?
O desejo ainda deseja, diga, não mintas...
Memórias agridoces respiram seu ardor
E se algum dia essa chama se apagar...
Se tal gosto perder seu peculiar sabor
Tenha certeza: - Eis que há um coração a parar!
Daí não existirá mais rimas para compor
Não haverá mais versos para escrever
Canções escritas por vozes em vão
Um pobre tolo buscando sua redenção
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Rigor Mortis
E agora que a canção terminou?
É inevitável chocar-se com o silêncio
Confrontar com a consciência que cegou
A besta que criou seu compêndio
E a sabedoria do acaso se cessou
A fronte, lágrimas banham o chão
O sangue derramado já secou
Mas de que adianda
se não bate mais um coração?
É inevitável chocar-se com o silêncio
Confrontar com a consciência que cegou
A besta que criou seu compêndio
E a sabedoria do acaso se cessou
A fronte, lágrimas banham o chão
O sangue derramado já secou
Mas de que adianda
se não bate mais um coração?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Turva Linha Reta
Caminho em passos certos por destinos incertos
E o chão onde era firme e rijo torna-se lama
Onde estarei eu? Já não me vejo mais por perto
Tão pouco vejo laços no cabelo da dama
E assim os dias passam, as noites vêm e vão
E a apatia ao meu lado, fito-a se quer saber
E os olhos displicentes procuram pelo perdão
E as noites senhorita, passo-as a beber
Sem as doses do conhaque e os seios da morena
O que mais há de se restar? Eis que queira saber...
E o chão onde era firme e rijo torna-se lama
Onde estarei eu? Já não me vejo mais por perto
Tão pouco vejo laços no cabelo da dama
E assim os dias passam, as noites vêm e vão
E a apatia ao meu lado, fito-a se quer saber
E os olhos displicentes procuram pelo perdão
E as noites senhorita, passo-as a beber
Sem as doses do conhaque e os seios da morena
O que mais há de se restar? Eis que queira saber...
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sexta Feira Treze
Era madrugada, não sabia se dormia
Podia ser sonhos lúcidos o imaginação
Na calada da noite claramente a via
E como pesadelo eu corria sem direção
Da parede via escorrer sangue viscoso
Ouvia zombarias e gritos estridentes
E no peito me batia o coração rançoso
Onde estaria a dama de lábios contentes?
Caminhava por rios de águas cortantes
E na bruma da noite, leitos solitários
Era assombrado por vôos rasantes
E também por espíritos bicentenários
Eis que pude senti-la em seu calor confortante
Seus lábios me tocaram, sua voz era revigorante
Com olhos em prantos, percebi logo em tese
E com sorriso ela dizia – feliz sexta feira treze.
Podia ser sonhos lúcidos o imaginação
Na calada da noite claramente a via
E como pesadelo eu corria sem direção
Da parede via escorrer sangue viscoso
Ouvia zombarias e gritos estridentes
E no peito me batia o coração rançoso
Onde estaria a dama de lábios contentes?
Caminhava por rios de águas cortantes
E na bruma da noite, leitos solitários
Era assombrado por vôos rasantes
E também por espíritos bicentenários
Eis que pude senti-la em seu calor confortante
Seus lábios me tocaram, sua voz era revigorante
Com olhos em prantos, percebi logo em tese
E com sorriso ela dizia – feliz sexta feira treze.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Eu odeio
Eu odeio a forma que me olham
Olhos nunca são o bastante
Olham-me, mas não me enxergam
A glória sempre fica distante
Eu odeio a forma que me tratam
Além de não me ver
Não sou imagem ou espelho deformado
Não, querem me fazer crer...
Às vezes queria encontrar minha caverna
Meu cubículo invólucro protetor
Talvez assim conseguiria me encontrar
Odeio todos esses vermes
Suas brigas ignóbeis e lamacentas
E o cerne de suas peles exposta
Até suas entranhas buscam encrenca
Odeio as glórias das reminiscências
E o passado, a vitória fugaz...
Odeio esta alma perdida sem essência
E ter que olhar para trás
Odeio procurar a paixão
Mesmo sabendo onde ela está
E deixá-la me procurar...
Olhos nunca são o bastante
Olham-me, mas não me enxergam
A glória sempre fica distante
Eu odeio a forma que me tratam
Além de não me ver
Não sou imagem ou espelho deformado
Não, querem me fazer crer...
Às vezes queria encontrar minha caverna
Meu cubículo invólucro protetor
Talvez assim conseguiria me encontrar
Odeio todos esses vermes
Suas brigas ignóbeis e lamacentas
E o cerne de suas peles exposta
Até suas entranhas buscam encrenca
Odeio as glórias das reminiscências
E o passado, a vitória fugaz...
Odeio esta alma perdida sem essência
E ter que olhar para trás
Odeio procurar a paixão
Mesmo sabendo onde ela está
E deixá-la me procurar...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Chuva
O céu tremeu diante de meus pés
Enquanto delirava admirando seu olhar
Começou no mais memorável revés
Mais do que nunca agora posso amar
Mesmo com o céu a cair em minha cabeça
E meus pés molhados pisando no chão
Toda a chuva que caí do céu é gota
Comparada ao júbilo de meu coração
E nada irá impedir que o futuro aconteça
Pela primeira vez pude sentir seu perfume
Olhar de perto em seus olhos antes que eu pereça
E mesmo que pouco, de seu corpo o ardume
E em meio a palavras e sorrisos sinceros
Mesmo que por um instante o mundo parou
Nas águas da chuva, na simetria do singelo
Foi no mesmo momento em que tudo retornou
Enquanto delirava admirando seu olhar
Começou no mais memorável revés
Mais do que nunca agora posso amar
Mesmo com o céu a cair em minha cabeça
E meus pés molhados pisando no chão
Toda a chuva que caí do céu é gota
Comparada ao júbilo de meu coração
E nada irá impedir que o futuro aconteça
Pela primeira vez pude sentir seu perfume
Olhar de perto em seus olhos antes que eu pereça
E mesmo que pouco, de seu corpo o ardume
E em meio a palavras e sorrisos sinceros
Mesmo que por um instante o mundo parou
Nas águas da chuva, na simetria do singelo
Foi no mesmo momento em que tudo retornou
terça-feira, 15 de março de 2011
O Chamado
Sussuram-me os ventos das lembranças
No frio e solitário leito
No desejo da mudança
Terá o ciclo mudado seu jeito?
As lembranças permanecem
O desejo ainda deseja
Sentimentos remanescem
Talvez tudo esteja...
Seria tarde para desculpas?
Ou a noite de monólogos intermináveis?
Será este o sentimento que usurpa?
Ou apenas somos seres lamentáveis?
Tantas perguntas,
Tão poucas respostas
E na mesa: dois ases e a permuta
Esta será minha última aposta
Eu sei que ainda me lê
No blefe da jogada
Na noite alucinada
Sabe das palavras para você
No frio e solitário leito
No desejo da mudança
Terá o ciclo mudado seu jeito?
As lembranças permanecem
O desejo ainda deseja
Sentimentos remanescem
Talvez tudo esteja...
Seria tarde para desculpas?
Ou a noite de monólogos intermináveis?
Será este o sentimento que usurpa?
Ou apenas somos seres lamentáveis?
Tantas perguntas,
Tão poucas respostas
E na mesa: dois ases e a permuta
Esta será minha última aposta
Eu sei que ainda me lê
No blefe da jogada
Na noite alucinada
Sabe das palavras para você
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Incongruente
Vazio incongruente
A alma que se dizia
Vazia, demente...
O rosto que sempre sorria
Era incapaz de amar
Mas seus olhos ainda brilhavam
Já não podia voltar
No tempo onde se matavam
Já se foi a era
Dos cigarros e tentações
O passado é uma quimera
São meras recordações
E o futuro displicente...
Arquitetará um rosto contente?
A alma que se dizia
Vazia, demente...
O rosto que sempre sorria
Era incapaz de amar
Mas seus olhos ainda brilhavam
Já não podia voltar
No tempo onde se matavam
Já se foi a era
Dos cigarros e tentações
O passado é uma quimera
São meras recordações
E o futuro displicente...
Arquitetará um rosto contente?
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Um conto...
Lembro-me até hoje, de quando eu era criança e ia com minha família para a roça de meu avô. Nessa época, eu tinha cerca de 13 anos e minha família era muito unida, e como tenho muitos tios, também tenho muitos primos, quase todos da mesma idade, deixando a casa sempre cheia. Para chegarmos na, passávamos por uma pequena cidade chamada Carmo do Cajuru, e depois entrávamos em uma espécie de comunidade rural que na verdade eu nunca soube seu verdadeiro nome, mas que sempre foi por mim conhecido como Ribeiro. Depois que saíamos da cidade, que era metade do caminho para a roça, andávamos cerca de 10km pelo Ribeiro até chegar na propriedade de meu avô. Mais ou menos na metade deste caminho havia uma propriedade onde tinha apenas uma pequena casa, meu pai sempre dizia que aquilo um dia foi uma escola que pegou fogo, e sempre ao lado da pequena casinha vazia havia um cavalo, todas às vezes era a mesma cena.
Houve uma vez em que eu e meus primos queríamos ir até esta casa, apenas por questão de curiosidade, pois sabíamos que nossos pais muitas vezes contavam histórias mentirosas quando não sabiam de algo, apenas para nos assustar ou para não ter que explicar muito. Quando mencionamos para nossos pais que iríamos a casa, fomos repreendidos e xingados, como se estivéssemos fazendo alguma coisa realmente errada ou perigosa, o que apenas aumentou nossa vontade de conhecer a tal casa. Como não podíamos ir enquanto estava cedo, eu e mais 2 primos fomos até a lagoa que tinha na parte de baixo da roça para nadar e aproveitamos para bolar um plano de como iríamos até a casa.
Passaram-se algumas horas e tudo ficou decidido: não demonstraríamos mais interesse na casa já que nada adiantaria, mas decidimos ir escondidos ao entardecer logo após o churrasco que nossos pais iriam fazer, já que sempre ficavam bêbados e a partir daí seria mais fácil e para encobrir nossas pistas resolvemos não contar nada para nossos outros irmãos e primos, ninguém saberia aonde iríamos.
O restante do dia foi uma agonizante espera, até que finalmente, por volta das 18:00 quase todos estavam apagados ou ocupados demais jogando baralho para perceberem ou perguntarem alguma coisa. Fomos até o quarto para procurarmos três lanternas, mas encontramos apenas duas, e como meu pai estava apagado neste quarto, resolvemos não prolongar muito nossa busca. Saímos dando a volta por trás da casa para evitar suspeitas ou perguntas que poderiam nos entregar, e realmente ninguém nos viu.
Nossa ida até a casa foi bem tranqüila, estava entardecendo e tínhamos sempre uma bela visão de uma floresta, as vezes víamos alguma casa ou passava algum carro. Depois de cerca de uma hora de viagem, já estava um pouco escuro, mas ainda não precisávamos das lanternas; estávamos no alto de um morro e lá em baixo, no pé do morro podíamos ver a tal escola que para nossa surpresa estava com um lampião aceso do lado de fora. Ao ver meu primo cutucou meu braço e disse “ta vendo, mora gente lá, mas vamos descer e ver quem mora, depois a gente conta pros outros.”
Quando chegamos à metade do morro, luz se apagou, mas como estávamos determinados em nossa jornada, continuamos o caminho. Ao terminar de descer, já estava escuro e um pouco frio, pois ali perto tinha um córrego, mas achamos melhor não ligar as lanternas por enquanto. Assim que paramos em frente a casa eu reparei algo peculiar: o terreno parecia bem pequeno, cerca de 15x15 metros e ele era totalmente cercado por arame, não tinha nenhuma entrada nele, e nenhum sinal de vida também, nem mesmo o cavalo estava lá, mas onde costumava ficar eu vi que não havia mato no chão e um pequeno toco preto, quase invisível na noite, queimado. Nos terrenos do lado o mato em volta da casa era grande, apenas nela era bem pequeno e curto, parecia que era aparado. Passar por debaixo da cerca velha não foi nenhum desafio para mim ou para meus primos e assim que pisamos naquela propriedade estranha eu senti uma brisa mais forte, e lá o chão era mais duro até mesmo que a estrada de terra onde sempre passavam carros e carroças.
Caminhamos em fila indiana ao redor da pequena casa, que tinha apenas uma única janela sem vidros e na parte de trás, escondida havia uma carruagem bem velha, primeiro pensei que o cavalo a puxava, mas logo percebi que estava estragada, os bancos estavam pela metade, a madeira estava podre e dificilmente agüentaria o peso de uma pessoa e suas rodas estavam tão enferrujadas e sujas que se alguém tentasse mover a carruagem as rodas ficariam totalmente imóveis, e ela parecia estar a tanto tempo parada que suas rodas de ferro estavam afundadas no chão cerca de 5 cm.
Depois desta rápida exploração tomamos coragem e chegamos a porta da casa. Ela era azul e rústica, com a tintura caindo aos pedaços em alguns lugares, não havia porta e o chão estava todo empoeirado e como não havia nenhum sinal de vida, resolvemos ligar as lanternas. Para nossa surpresa, a casa estava totalmente vazia, sem nenhum móvel, e nenhuma marca de presença humana. Dentro desta casa havia apenas dois cômodos em um deles, o principal havia o que um dia foi um quadro negro, com metade queimado, deste lado da sala o teto e as paredes também estavam todos pretos, quase em cinzas, o que se estendia até o outro cômodo onde aparentemente o incêndio destruiu tudo inclusive o teto da pequena escola.
Estávamos entretidos quando reparamos uma forte luz do lado de fora como se fosse uma lanterna bem forte. Tamanho foi o susto que saímos correndo para o lado de fora da casa, mas não vimos absolutamente nada lá. Um de meus primos se apavorou e logo saiu da propriedade com uma das lanternas e disse para irmos logo embora enquanto ligava sua lanterna e subia o morro. Eu e meu outro primo vimos algo que nos chamou atenção antes de subirmos, havia algo estranho naquele toco em cinzas bem no meio do terreno, onde não havia grama em volta, ele parecia estar estalando. Chegamos perto cautelosamente e percebemos que ele estava não só estalando, mas também estava quente em volta dele. Neste momento eu senti um arrepio em todo meu corpo e comecei a tremer, se antes não estava com medo a partir daquele momento eu estava totalmente apavorado, foi aí que vimos uma luz de uma lanterna dentro da casa e o vulto de alguém atrás. Fiquei olhando pensando ser meu outro primo, mas de repente vi meu primo que estava comigo dar passos para trás pálido como um fantasma, foi aí que reparei que não era meu primo lá, porque eu o via na metade do morro com sua lanterna acesa.
Saímos correndo de lá o mais rápido possível e quando estávamos correndo passei ao lado do toco sem perceber. Subimos o morro correndo com todas as nossas forças e quando já não víamos mais a casa nós paramos, apontei a lanterna para meu pé e vi que estava vermelho como se estivesse perto do fogo e um pequeno pedaço de meu tênis estava derretido. Meus primos assustados foram correndo para o rumo da roça, eu antes de correr dei uma olhada para a casa no pé do morro e vi uma centelha de fogo se apagando. Apavorado, corri para junto de meus primos e sequer toquei no assunto.
Durante todo o caminho de volta para a roça, estávamos assustados e correndo, mas ainda assim suávamos frio, algo parecia estar atrás de nós, embora olhávamos frequentemente para trás não víamos nada, o tempo todo nós ouvíamos barulhos de cascos de um cavalo galopando rapidamente mas nunca o vimos, apenas durante um instante pensei ter visto um vulto branco bem distante que me lembrou o cavalo que sempre via na propriedade.
Quando finalmente chegamos na roça, já passavam das 9 da noite e estávamos mais calmos. Descemos o caminho para a casa mais tranqüilos e a estranha sensação passou, mas por dúvida eu olhei para trás e vi uma pequena luz passando, meu primo disse ser um carro, apesar de não termos ouvido nada, mas mesmo assim consegui convencê-lo a subir e ver. O chão estava quente e não havia nada na estrada, apenas um rastro muito longo que nenhum de nós nunca havia reparado antes, de cerca de 5 cm de profundidade, comentei com meu primo que esse buraco parecia com aquele perto das rodas da carruagem na casa, subitamente meu primo me olhou com uma cara estranha e perguntou “Mas que carruagem? Não tinha nada naquela casa.” Na hora percebi que fiquei tão branco quanto ele ao ver o vulto dentro da casa, e sem falar nada apenas desci para a nossa casa na roça. Depois daquele dia combinamos de nunca mais falar sobre o que aconteceu e ninguém jamais soube desta história.
Semana passada fui a roça de meu avô, que agora é de um tio meu, fui com minha namorada e um casal de amigos meus, iríamos acampar. Faz mais de 10 anos que isto aconteceu, muita coisa mudou no caminho do Ribeiro até a roça, mas a estranha escola que pegou fogo continua lá, parada no tempo e seu cavalo também, sei que ele me olhou e me reconheceu quando passei de carro olhando para a casa, eu senti isso. Isso e um calafrio que nunca mais vou esquecer ao ver a velha carruagem no mesmo lugar e dois rastros de rodas que saem exatamente das rodas dela e, embora um pouco apagados pelo tempo, passam exatamente na porta da propriedade da roça.
Houve uma vez em que eu e meus primos queríamos ir até esta casa, apenas por questão de curiosidade, pois sabíamos que nossos pais muitas vezes contavam histórias mentirosas quando não sabiam de algo, apenas para nos assustar ou para não ter que explicar muito. Quando mencionamos para nossos pais que iríamos a casa, fomos repreendidos e xingados, como se estivéssemos fazendo alguma coisa realmente errada ou perigosa, o que apenas aumentou nossa vontade de conhecer a tal casa. Como não podíamos ir enquanto estava cedo, eu e mais 2 primos fomos até a lagoa que tinha na parte de baixo da roça para nadar e aproveitamos para bolar um plano de como iríamos até a casa.
Passaram-se algumas horas e tudo ficou decidido: não demonstraríamos mais interesse na casa já que nada adiantaria, mas decidimos ir escondidos ao entardecer logo após o churrasco que nossos pais iriam fazer, já que sempre ficavam bêbados e a partir daí seria mais fácil e para encobrir nossas pistas resolvemos não contar nada para nossos outros irmãos e primos, ninguém saberia aonde iríamos.
O restante do dia foi uma agonizante espera, até que finalmente, por volta das 18:00 quase todos estavam apagados ou ocupados demais jogando baralho para perceberem ou perguntarem alguma coisa. Fomos até o quarto para procurarmos três lanternas, mas encontramos apenas duas, e como meu pai estava apagado neste quarto, resolvemos não prolongar muito nossa busca. Saímos dando a volta por trás da casa para evitar suspeitas ou perguntas que poderiam nos entregar, e realmente ninguém nos viu.
Nossa ida até a casa foi bem tranqüila, estava entardecendo e tínhamos sempre uma bela visão de uma floresta, as vezes víamos alguma casa ou passava algum carro. Depois de cerca de uma hora de viagem, já estava um pouco escuro, mas ainda não precisávamos das lanternas; estávamos no alto de um morro e lá em baixo, no pé do morro podíamos ver a tal escola que para nossa surpresa estava com um lampião aceso do lado de fora. Ao ver meu primo cutucou meu braço e disse “ta vendo, mora gente lá, mas vamos descer e ver quem mora, depois a gente conta pros outros.”
Quando chegamos à metade do morro, luz se apagou, mas como estávamos determinados em nossa jornada, continuamos o caminho. Ao terminar de descer, já estava escuro e um pouco frio, pois ali perto tinha um córrego, mas achamos melhor não ligar as lanternas por enquanto. Assim que paramos em frente a casa eu reparei algo peculiar: o terreno parecia bem pequeno, cerca de 15x15 metros e ele era totalmente cercado por arame, não tinha nenhuma entrada nele, e nenhum sinal de vida também, nem mesmo o cavalo estava lá, mas onde costumava ficar eu vi que não havia mato no chão e um pequeno toco preto, quase invisível na noite, queimado. Nos terrenos do lado o mato em volta da casa era grande, apenas nela era bem pequeno e curto, parecia que era aparado. Passar por debaixo da cerca velha não foi nenhum desafio para mim ou para meus primos e assim que pisamos naquela propriedade estranha eu senti uma brisa mais forte, e lá o chão era mais duro até mesmo que a estrada de terra onde sempre passavam carros e carroças.
Caminhamos em fila indiana ao redor da pequena casa, que tinha apenas uma única janela sem vidros e na parte de trás, escondida havia uma carruagem bem velha, primeiro pensei que o cavalo a puxava, mas logo percebi que estava estragada, os bancos estavam pela metade, a madeira estava podre e dificilmente agüentaria o peso de uma pessoa e suas rodas estavam tão enferrujadas e sujas que se alguém tentasse mover a carruagem as rodas ficariam totalmente imóveis, e ela parecia estar a tanto tempo parada que suas rodas de ferro estavam afundadas no chão cerca de 5 cm.
Depois desta rápida exploração tomamos coragem e chegamos a porta da casa. Ela era azul e rústica, com a tintura caindo aos pedaços em alguns lugares, não havia porta e o chão estava todo empoeirado e como não havia nenhum sinal de vida, resolvemos ligar as lanternas. Para nossa surpresa, a casa estava totalmente vazia, sem nenhum móvel, e nenhuma marca de presença humana. Dentro desta casa havia apenas dois cômodos em um deles, o principal havia o que um dia foi um quadro negro, com metade queimado, deste lado da sala o teto e as paredes também estavam todos pretos, quase em cinzas, o que se estendia até o outro cômodo onde aparentemente o incêndio destruiu tudo inclusive o teto da pequena escola.
Estávamos entretidos quando reparamos uma forte luz do lado de fora como se fosse uma lanterna bem forte. Tamanho foi o susto que saímos correndo para o lado de fora da casa, mas não vimos absolutamente nada lá. Um de meus primos se apavorou e logo saiu da propriedade com uma das lanternas e disse para irmos logo embora enquanto ligava sua lanterna e subia o morro. Eu e meu outro primo vimos algo que nos chamou atenção antes de subirmos, havia algo estranho naquele toco em cinzas bem no meio do terreno, onde não havia grama em volta, ele parecia estar estalando. Chegamos perto cautelosamente e percebemos que ele estava não só estalando, mas também estava quente em volta dele. Neste momento eu senti um arrepio em todo meu corpo e comecei a tremer, se antes não estava com medo a partir daquele momento eu estava totalmente apavorado, foi aí que vimos uma luz de uma lanterna dentro da casa e o vulto de alguém atrás. Fiquei olhando pensando ser meu outro primo, mas de repente vi meu primo que estava comigo dar passos para trás pálido como um fantasma, foi aí que reparei que não era meu primo lá, porque eu o via na metade do morro com sua lanterna acesa.
Saímos correndo de lá o mais rápido possível e quando estávamos correndo passei ao lado do toco sem perceber. Subimos o morro correndo com todas as nossas forças e quando já não víamos mais a casa nós paramos, apontei a lanterna para meu pé e vi que estava vermelho como se estivesse perto do fogo e um pequeno pedaço de meu tênis estava derretido. Meus primos assustados foram correndo para o rumo da roça, eu antes de correr dei uma olhada para a casa no pé do morro e vi uma centelha de fogo se apagando. Apavorado, corri para junto de meus primos e sequer toquei no assunto.
Durante todo o caminho de volta para a roça, estávamos assustados e correndo, mas ainda assim suávamos frio, algo parecia estar atrás de nós, embora olhávamos frequentemente para trás não víamos nada, o tempo todo nós ouvíamos barulhos de cascos de um cavalo galopando rapidamente mas nunca o vimos, apenas durante um instante pensei ter visto um vulto branco bem distante que me lembrou o cavalo que sempre via na propriedade.
Quando finalmente chegamos na roça, já passavam das 9 da noite e estávamos mais calmos. Descemos o caminho para a casa mais tranqüilos e a estranha sensação passou, mas por dúvida eu olhei para trás e vi uma pequena luz passando, meu primo disse ser um carro, apesar de não termos ouvido nada, mas mesmo assim consegui convencê-lo a subir e ver. O chão estava quente e não havia nada na estrada, apenas um rastro muito longo que nenhum de nós nunca havia reparado antes, de cerca de 5 cm de profundidade, comentei com meu primo que esse buraco parecia com aquele perto das rodas da carruagem na casa, subitamente meu primo me olhou com uma cara estranha e perguntou “Mas que carruagem? Não tinha nada naquela casa.” Na hora percebi que fiquei tão branco quanto ele ao ver o vulto dentro da casa, e sem falar nada apenas desci para a nossa casa na roça. Depois daquele dia combinamos de nunca mais falar sobre o que aconteceu e ninguém jamais soube desta história.
Semana passada fui a roça de meu avô, que agora é de um tio meu, fui com minha namorada e um casal de amigos meus, iríamos acampar. Faz mais de 10 anos que isto aconteceu, muita coisa mudou no caminho do Ribeiro até a roça, mas a estranha escola que pegou fogo continua lá, parada no tempo e seu cavalo também, sei que ele me olhou e me reconheceu quando passei de carro olhando para a casa, eu senti isso. Isso e um calafrio que nunca mais vou esquecer ao ver a velha carruagem no mesmo lugar e dois rastros de rodas que saem exatamente das rodas dela e, embora um pouco apagados pelo tempo, passam exatamente na porta da propriedade da roça.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Indivisível Humano
A carne podre sobre meus dedos
Arranca e dilacera minh’alma
O cerne que expõe meus medos
Retifica o ignóbil em minha palma
Anjo puro n’outrora com rigor
Cai cedido as tenras exceções
E em seu mais árduo furor
Partilha no corpo suas tentações
-Paraíso, cai em minhas mãos!
de um grito rouco se ecoando
Esvai-se entre os dedos até o chão
A liberdade em suas asas voando
E o paraíso se perdeu numa esquina qualquer
Jogado em seu canto esculhambado, maltrapido
Destituído de seu encanto ou seu valor sequer
Jogado ao chão a mercê dos ratos
Carne podre que desmancha a alma
-Maldito corpo que cede a seus gastos!
Arranca e dilacera minh’alma
O cerne que expõe meus medos
Retifica o ignóbil em minha palma
Anjo puro n’outrora com rigor
Cai cedido as tenras exceções
E em seu mais árduo furor
Partilha no corpo suas tentações
-Paraíso, cai em minhas mãos!
de um grito rouco se ecoando
Esvai-se entre os dedos até o chão
A liberdade em suas asas voando
E o paraíso se perdeu numa esquina qualquer
Jogado em seu canto esculhambado, maltrapido
Destituído de seu encanto ou seu valor sequer
Jogado ao chão a mercê dos ratos
Carne podre que desmancha a alma
-Maldito corpo que cede a seus gastos!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
As Horas
Passam-se as horas...
Os dias vazios e sem sentido
Passa a vida, tudo passa
Enquanto o relógio está mentindo
E eu fico aqui sentado
Sentado todos os dias, às vezes de pé
Vejo as horas vendo a vida passar
Como um orador que reza sem fé
Não faço nada, não mato o tempo
O tempo é que me mata lentamente
Doce ignóbil veneno...
Vivo meus dias displicentemente
O tempo passa...
E mata a vida contente
Enquanto derrama a última gota
De minha sanidade latente
Os dias vazios e sem sentido
Passa a vida, tudo passa
Enquanto o relógio está mentindo
E eu fico aqui sentado
Sentado todos os dias, às vezes de pé
Vejo as horas vendo a vida passar
Como um orador que reza sem fé
Não faço nada, não mato o tempo
O tempo é que me mata lentamente
Doce ignóbil veneno...
Vivo meus dias displicentemente
O tempo passa...
E mata a vida contente
Enquanto derrama a última gota
De minha sanidade latente
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Hoje outra homenagem
Este texto é uma homenagem que faço para o primeiro soneto de Álvares de Azevedo que eu li na vida. Todo primeiro verso de cada estrofe está igual ao texto de Álvares, as terminações das rimas também são as mesmas, algumas até as mesmas palavras. Porém a 'ordem' das rimas está diferente: no soneto de Álvares as rimas estão em 1212, 1221, 121, 121; e no meu estão 1122, 1122, 121, 121. O soneto de Ávares de Azevedo se chama Pálida à luz, o mesmo nome que leva meu soneto.
Pálida à luz
Pálida à luz da lâmpada sombria
Sobre o cântico luar ela sorria
Em seu leito floral jazia reclinada
Como era bela a minha amada!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Nas marés de amor que ela trazia
E o seu toque, sua voz embalada...
É o meu anjo guardião d’alvorada!
Era mais bela! O seio palpitando
E como o vinho, o sangue esvaindo
Formas nuas e sombrias dançando
Não rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti – noites eu velei em sonetos
Por ti – em meus sonhos morrerei sorrindo
Pálida à luz
Pálida à luz da lâmpada sombria
Sobre o cântico luar ela sorria
Em seu leito floral jazia reclinada
Como era bela a minha amada!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Nas marés de amor que ela trazia
E o seu toque, sua voz embalada...
É o meu anjo guardião d’alvorada!
Era mais bela! O seio palpitando
E como o vinho, o sangue esvaindo
Formas nuas e sombrias dançando
Não rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti – noites eu velei em sonetos
Por ti – em meus sonhos morrerei sorrindo
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Fotografias
Se meus olhos tirassem fotos
Eu veria a essência da imagem
Não veria somente os corpos
Entediados e sem margem
Veria a onda de som se propagar
O vento em minha face a sorrir
Uma gota de chuva poderia pegar
Assim eu jamais teria que partir
Pararia o tempo por um momento
Eu viveria em um eterno instante
Eu guardaria o seu olhar sonolento
E nada nunca mais seria distante
Se com os olhos pudesse fotografar...
A fumaça caminhando lenta no ar
A saudade antes mesmo de se formar
Se com os olhos eu pudesse capturar
A essência da beleza para chorar
Meus olhos não parariam de te olhar
Eu veria a essência da imagem
Não veria somente os corpos
Entediados e sem margem
Veria a onda de som se propagar
O vento em minha face a sorrir
Uma gota de chuva poderia pegar
Assim eu jamais teria que partir
Pararia o tempo por um momento
Eu viveria em um eterno instante
Eu guardaria o seu olhar sonolento
E nada nunca mais seria distante
Se com os olhos pudesse fotografar...
A fumaça caminhando lenta no ar
A saudade antes mesmo de se formar
Se com os olhos eu pudesse capturar
A essência da beleza para chorar
Meus olhos não parariam de te olhar
sábado, 28 de agosto de 2010
O Perfume
Caminho por ruas incolores
Sinto um ar gélido e pesado
Pairando no mundo sem amores
Não há cheiro, mundo estagnado
Eis que meu pulmão se inflama
Pairando no ar vejo uma centelha
E em meus olhos vejo sua chama
-Preciso tê-la de qualquer maneira!
Procuro então por esta cor lasciva
Pelos lábios doces que não beijei
Procuro por este mundo impassivo
Desejo o perfume que nunca cheirei
Desejo apenas o fulgor de sua pele
A ardente pulsão em minhas mãos
Desejo que nada seja como de costume
Eu quero apenas o seu perfume
Sinto um ar gélido e pesado
Pairando no mundo sem amores
Não há cheiro, mundo estagnado
Eis que meu pulmão se inflama
Pairando no ar vejo uma centelha
E em meus olhos vejo sua chama
-Preciso tê-la de qualquer maneira!
Procuro então por esta cor lasciva
Pelos lábios doces que não beijei
Procuro por este mundo impassivo
Desejo o perfume que nunca cheirei
Desejo apenas o fulgor de sua pele
A ardente pulsão em minhas mãos
Desejo que nada seja como de costume
Eu quero apenas o seu perfume
sábado, 7 de agosto de 2010
Rosto sem Face
Sentado sozinho
Na frente de um espelho
Ocultando meu reflexo
Meu sorriso perverso.
Os olhos já se foram
Nem lembranças deixaram.
Restou o vazio
Escrito em um verso.
Os meus sonhos foram roubados
Antes que eu pudesse acordar
E os desejos foram mortos
Antes que pudessem sonhar.
Um espelho sem imagem,
Vidro estilhaçado.
E agora o que me resta?
Não há nada a se olhar.
Na frente de um espelho
Ocultando meu reflexo
Meu sorriso perverso.
Os olhos já se foram
Nem lembranças deixaram.
Restou o vazio
Escrito em um verso.
Os meus sonhos foram roubados
Antes que eu pudesse acordar
E os desejos foram mortos
Antes que pudessem sonhar.
Um espelho sem imagem,
Vidro estilhaçado.
E agora o que me resta?
Não há nada a se olhar.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O Momento
Ignóbil esse sentimento de vazio
Há dias estagnado em meu coração
Carrega em si a nobreza de um vadio
E nada me varre a indesejavel solidão
Não foi obra do acaso, foi o momento
Tentei segura-lo, agarra-lo com as mãos
Eu vi que não se pode segurar o tempo
É algo intangível, frio e sem pulsão
Tentei me apegar a uma lembrança
Tentei imortalizar o que nasce para morrer
Nasce e morre, não é como uma balança
O instante morre antes mesmo de nascer
Não se pode contê-lo, ele deixaria de ser
A beleza do instante é vê-lo perecer
Pegá-lo deixaria o coração vazio
Apenas aprecie a essência do ser
Não se deve segurar um rio
Seja o momento até ele perecer
Anderson Marques Mileib
Há dias estagnado em meu coração
Carrega em si a nobreza de um vadio
E nada me varre a indesejavel solidão
Não foi obra do acaso, foi o momento
Tentei segura-lo, agarra-lo com as mãos
Eu vi que não se pode segurar o tempo
É algo intangível, frio e sem pulsão
Tentei me apegar a uma lembrança
Tentei imortalizar o que nasce para morrer
Nasce e morre, não é como uma balança
O instante morre antes mesmo de nascer
Não se pode contê-lo, ele deixaria de ser
A beleza do instante é vê-lo perecer
Pegá-lo deixaria o coração vazio
Apenas aprecie a essência do ser
Não se deve segurar um rio
Seja o momento até ele perecer
Anderson Marques Mileib
terça-feira, 13 de julho de 2010
Dia Mundial do Rock
Sua historinha:
Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock
Ctrl+c ctrl+v de nossa amiga wikipedia
Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock
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domingo, 11 de julho de 2010
Voltando...
Em breve novas postagens, depois de um tempo ausente.
"É preciso escrever ao correr da pena; sem escolher palavras" Sartre
"É preciso escrever ao correr da pena; sem escolher palavras" Sartre
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Mosca
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