Criança, você se perdeu em seu orgulho.
Faz coisas sem pensar tentando me atingir.
Criança, por que faz tanto barulho?
É tão claro que você não sabe fingir.
Qual é a razão disto tudo criança?
De você eu apenas esperava maturidade.
Mas ela se foi com minha esperança...
E percebi que você só tem idade.
Criança, tente o quanto quiser.
Você fará apenas o chamado.
Você sabe exatamente o que quer
Sabe por onde tem andado.
Criança, você pode fingir
Pode enganar a todos, enfim.
Você pode até tentar fugir,
Mas não engana a você e nem a mim.
Anderson Marques Mileib
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Lirismo Roubado
Ode a um lirismo roubado
do coração de um amado.
Roubei suas liras e poesias,
cantos e alegrias.
Roubei seu corpo,
seus sentimentos,
suas qualidades,
seus consentimentos.
Agora de você nada existe.
Não tem mais um nome,
não tem mais lugar.
Roubei sua existência
que não soube amar.
E sou sua nova imagem,
respondo por seu nome.
Faço agora sua mensagem,
sinto agora sua fome.
Roubei tudo que é seu,
peguei seus conceitos.
Agora tudo é meu
menos seus defeitos.
Anderson Marques Mileib
do coração de um amado.
Roubei suas liras e poesias,
cantos e alegrias.
Roubei seu corpo,
seus sentimentos,
suas qualidades,
seus consentimentos.
Agora de você nada existe.
Não tem mais um nome,
não tem mais lugar.
Roubei sua existência
que não soube amar.
E sou sua nova imagem,
respondo por seu nome.
Faço agora sua mensagem,
sinto agora sua fome.
Roubei tudo que é seu,
peguei seus conceitos.
Agora tudo é meu
menos seus defeitos.
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
S1
Me refugio em seus olhos
Assim como me perco em seu olhar
Sua voz me guia
Me ensina a amar
Faço versos retos e tortos
Posso até me apaixonar
Mas qual paixão?
-Seria a lunática?
Paixão cheia, exacerbada,
e de sentimentos demasiada?
Ou será paixão minguante?
Que de tanto inflar...
-Estourou!
Qual é a paixão da lua?
Talvez seja a nova
Que aos poucos clareia os sentimentos
Ou então é a crescente
Cresce e fica cheia...
rouba o brilho do sol contente
Lunática ou não
é uma paixão.
Seja ela platônica
ou atômica.
Que seja intensiva
e explosiva.
Não deixará de ser paixão.
Anderson Marques Mileib
Assim como me perco em seu olhar
Sua voz me guia
Me ensina a amar
Faço versos retos e tortos
Posso até me apaixonar
Mas qual paixão?
-Seria a lunática?
Paixão cheia, exacerbada,
e de sentimentos demasiada?
Ou será paixão minguante?
Que de tanto inflar...
-Estourou!
Qual é a paixão da lua?
Talvez seja a nova
Que aos poucos clareia os sentimentos
Ou então é a crescente
Cresce e fica cheia...
rouba o brilho do sol contente
Lunática ou não
é uma paixão.
Seja ela platônica
ou atômica.
Que seja intensiva
e explosiva.
Não deixará de ser paixão.
Anderson Marques Mileib
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Soneto
Por Zeus, tantas regras para poesia!
Rima, verso, sequencia em demasia.
Musicalidade, sincronia e tudo mais.
Todas as regras atoladas em um cais.
Não ser grande tão pouco pequeno...
Regras que mais se parecem veneno.
Acordar, ler, decorar e depois escrever.
Não há tempo para dormir ou comer.
Rima, verso, sequencia e até sincronia.
Além de tudo ainda resta o sentimento.
É o combustível da poesia-regimento.
Rima, verso, sequencia, que sinfonia!
Não posso fazer sequer meus sonetos..
Sem juntar meus quartetos e tercetos.
Anderson Marques Mileib
Rima, verso, sequencia em demasia.
Musicalidade, sincronia e tudo mais.
Todas as regras atoladas em um cais.
Não ser grande tão pouco pequeno...
Regras que mais se parecem veneno.
Acordar, ler, decorar e depois escrever.
Não há tempo para dormir ou comer.
Rima, verso, sequencia e até sincronia.
Além de tudo ainda resta o sentimento.
É o combustível da poesia-regimento.
Rima, verso, sequencia, que sinfonia!
Não posso fazer sequer meus sonetos..
Sem juntar meus quartetos e tercetos.
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Minha palavra
A palavra é a minha arte.
Minha fonte de expressão
D'alma, uma alma à parte
Minha perfeita inspiração.
É um grito de liberdade
De uma garganta rouca
Que só busca a verdade
E a transforma em louca.
É um grito de socorro
Se perdendo à multidão.
Esquecido na imensidão.
É o mais puro já criado.
A mais bela poesia já lida
É aquela chamada de vida.
Anderson Marques Mileib
Esse não é antigo.
Minha fonte de expressão
D'alma, uma alma à parte
Minha perfeita inspiração.
É um grito de liberdade
De uma garganta rouca
Que só busca a verdade
E a transforma em louca.
É um grito de socorro
Se perdendo à multidão.
Esquecido na imensidão.
É o mais puro já criado.
A mais bela poesia já lida
É aquela chamada de vida.
Anderson Marques Mileib
Esse não é antigo.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Brilho Eterno
Brilho eterno criado ao sol nascente
Sombrias lembranças esquecidas
Criadas no pranto da lua poente
E foram com fulgor aquecidas
Brilho eterno, ao sol fora retalhado
Não passa de lembranças dançantes
Pés e braços, o movimento espelhado
Nada mais do que palavras marcantes
São sombras que pernoitam por sonhos refletidos
No azul celeste de todos os vales foram esquecidos
São lembranças esculpidas, carícias perdidas
Brilho eterno, ode a um coração de metal
Banhado pelo sangue de esperanças perdidas
E seu coração se perdeu em sua terra natal
Anderson Marques Mileib
Outro antigo
Sombrias lembranças esquecidas
Criadas no pranto da lua poente
E foram com fulgor aquecidas
Brilho eterno, ao sol fora retalhado
Não passa de lembranças dançantes
Pés e braços, o movimento espelhado
Nada mais do que palavras marcantes
São sombras que pernoitam por sonhos refletidos
No azul celeste de todos os vales foram esquecidos
São lembranças esculpidas, carícias perdidas
Brilho eterno, ode a um coração de metal
Banhado pelo sangue de esperanças perdidas
E seu coração se perdeu em sua terra natal
Anderson Marques Mileib
Outro antigo
terça-feira, 28 de julho de 2009
Delirantes Pensamentos
Meu cérebro transborda,
E minh'alma ardente...
Nas visões se recorda
Do sonho transparente.
Estou aqui e ali
As Idéias se derretem
Pensamentos partidos
Todos comprometem.
Ânimos perdidos...
Será mesmo assim?
E este estado febril,
As trêmulas mãos,
O coração a mil.
Os sonhos, onde estão?
Estariam destruídos?
Anderson Marques Mileib
E minh'alma ardente...
Nas visões se recorda
Do sonho transparente.
Estou aqui e ali
As Idéias se derretem
Pensamentos partidos
Todos comprometem.
Ânimos perdidos...
Será mesmo assim?
E este estado febril,
As trêmulas mãos,
O coração a mil.
Os sonhos, onde estão?
Estariam destruídos?
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Uma bela canção...
The Sound of Silence
Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos," digo eu, "vocês não sabem
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio
E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações
E sussurraram no som do silêncio"
Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar contigo novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece
Entre o som do silêncio
Em sonhos agitados eu caminho só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a auréola de uma lamparina de rua
Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade
Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio
E na luz nua eu vi
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem falar
Pessoas ouvindo sem escutar
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio
"Tolos," digo eu, "vocês não sabem
O silêncio como um câncer que cresce
Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender"
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio
E as pessoas curvaram-se e rezaram
Ao Deus de néon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse
"As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E corredores de habitações
E sussurraram no som do silêncio"
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Da Solidão à Tristeza
Sentado num quarto escuro
Acompanhado pela solidão
Sinto-me no meio d’um muro
Sinto as palpadas batidas do coração
Ouço palmas ao fundo da canção
Do meu lado vejo um copo cheio
Do outro lado a silhueta da estação
Eis que surge uma figura no meio
É meu reflexo e minha imagem
O fantasma das críticas perdidas
Ele quer me trazer uma mensagem
Sempre diz coisas despercebidas
E os gritos logo chegam a meu ouvido
E os ouço claramente e com esperteza
E os gritos levam o meu paraíso perdido
- Abram alas, da solidão à tristeza. –
Anderson Marques Mileib
Texto antigo.
Acompanhado pela solidão
Sinto-me no meio d’um muro
Sinto as palpadas batidas do coração
Ouço palmas ao fundo da canção
Do meu lado vejo um copo cheio
Do outro lado a silhueta da estação
Eis que surge uma figura no meio
É meu reflexo e minha imagem
O fantasma das críticas perdidas
Ele quer me trazer uma mensagem
Sempre diz coisas despercebidas
E os gritos logo chegam a meu ouvido
E os ouço claramente e com esperteza
E os gritos levam o meu paraíso perdido
- Abram alas, da solidão à tristeza. –
Anderson Marques Mileib
Texto antigo.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Raiva Fantasma
Sinto nas veias um ódio transparente
Percorre meu corpo deixando marcas
Estático no cérebro, fica displicente
Um grão de areia, pequenas farpas
Não sinto mais vontade de gritar,
No rosto mostro a calma aparente
Ainda tenho a vontade de matar?
É uma raiva fantasma e pendente
Assombra os meus pensamentos
Vagueia no limbo de meu desejo
Mas um dia farei seu testamento
Um dia... e eu nunca mais a vejo
Anderson Marques Mileib
Percorre meu corpo deixando marcas
Estático no cérebro, fica displicente
Um grão de areia, pequenas farpas
Não sinto mais vontade de gritar,
No rosto mostro a calma aparente
Ainda tenho a vontade de matar?
É uma raiva fantasma e pendente
Assombra os meus pensamentos
Vagueia no limbo de meu desejo
Mas um dia farei seu testamento
Um dia... e eu nunca mais a vejo
Anderson Marques Mileib
quinta-feira, 28 de maio de 2009
...
Eu sou uma imagem refletida no espelho de seus olhos. Sou uma concepção da loucura. Sou a sua loucura projetada em sua idéia de realidade e na mediocridade do que julga sóbrio, sadio ou normal. Portanto me observe, me julgue e generalize, pois eu sou o mal interpretado, sou o refluxo daquilo que não se pode ver, eu sou o mau.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O Homem Invisível
No leito da donzela, um beijo impedido
Sonho estranho, desprovido de sentido
Vi em sangue todo o mundo terminar
E eu nem mesmo conseguia chorar
Não existe mais nenhuma inspiração
Sequer restou uma gota de imaginação
Agora está acabado, tudo fora embora
O que me resta está no mundo afora
O homem invisível tornar-se-á alguém
Quer que todos o vejam para ir além
Em minha terra, a família reconhecerá
E se ela não me ver, quem mais me verá?
Anderson Marques Mileib
Sonho estranho, desprovido de sentido
Vi em sangue todo o mundo terminar
E eu nem mesmo conseguia chorar
Não existe mais nenhuma inspiração
Sequer restou uma gota de imaginação
Agora está acabado, tudo fora embora
O que me resta está no mundo afora
O homem invisível tornar-se-á alguém
Quer que todos o vejam para ir além
Em minha terra, a família reconhecerá
E se ela não me ver, quem mais me verá?
Anderson Marques Mileib
domingo, 10 de maio de 2009
Domingo reservado para propaganda...
Visite também "meu" outro blog. o Conselho do Mau
http://conselhodomau.blogspot.com/
http://conselhodomau.blogspot.com/
terça-feira, 28 de abril de 2009
Um pequeno conto...
A Ponte
Caminho passos distraídos, lentos e até confusos; por vezes passos largos e apressados, com medo, apavorados. Passos displicentes e pensativos, chegam até a ser poéticos e cheio de lirismos, até que filosofando entre as árvores e nuvens eu me deparo com uma luz alaranjada, serena e calma, fraca. Eis que vejo surgindo a ponte, com seus canteiros tímidos e mal cuidados, com seu ar impregnado pelas águas do rio e pela sujeira das locomotivas. Olho para trás: nenhum sinal de vida; olho adiante: vazio como o cérebro de um louco dopado e sedado por várias medicações. Continuo meus passos... Passos lentos, sem rumo, pensativos e as vezes dançantes, vejo a paisagem se modificando aos meus pés, vejo carros passando, vejo um velho andarilho do outro lado da rua refletindo sobre suas experiencias de vida enquanto admira a suavidade das águas ao sereno do luar. Caminho meus passos, respiro fundo: o ar entra, a fumaça sai, é quase uma dança... Uma dança frenética com uma velha brincadeira de rua “fumante que é fumante diz dez palavras sem soltar fumaça” risos e devaneios. O fluxo é interrompido! Em meio a tantos carros que passaram, um chama a atenção, perturba o a ordem e gera o caos, buzina, ilumina e grita... Ah e a sirene, ela não para. O velho olha, as árvores olham, a lua olha, eu olho e até o vento para, todos em uma estranha reverencia sombria pelo silêncio que fora quebrado. Mais alguns passos... meus últimos tragos e em um último ato de consciência apago o cigarro e não o jogo nas águas frias da noite, deixo as margens da ponte para que o vento faça o resto do serviço. Agora a ponte está a seus últimos passos, sinto calor, a mochila incomoda, cabeça leve, sinto-me mais alto... Estou voando! E voando passo pelos lugares, deixo de caminhar e começo a correr, vejo toda eternidade passar diante de meus olhos em formas de pessoas, ricas, pobres, saudáveis e degeneradas. Converso com a lua e com as estrelas, fazemos filosofias e questionamentos sobre a vida e a existência, sobre músicas e o universo... Ah, o universo! Sou interrompido. “Quantas horas aí mermão?” diz ele. “Onze e meia” sem olhar no relógio. “Como sabe as horas sem olhar no relógio?” questionou. “Pela posição da lua e das estrelas, pela conversa e pelos fatos, pela ponte.” E assim continuo seguindo meus passos distraídos, lentos e até confusos...
Anderson Marques Mileib
Caminho passos distraídos, lentos e até confusos; por vezes passos largos e apressados, com medo, apavorados. Passos displicentes e pensativos, chegam até a ser poéticos e cheio de lirismos, até que filosofando entre as árvores e nuvens eu me deparo com uma luz alaranjada, serena e calma, fraca. Eis que vejo surgindo a ponte, com seus canteiros tímidos e mal cuidados, com seu ar impregnado pelas águas do rio e pela sujeira das locomotivas. Olho para trás: nenhum sinal de vida; olho adiante: vazio como o cérebro de um louco dopado e sedado por várias medicações. Continuo meus passos... Passos lentos, sem rumo, pensativos e as vezes dançantes, vejo a paisagem se modificando aos meus pés, vejo carros passando, vejo um velho andarilho do outro lado da rua refletindo sobre suas experiencias de vida enquanto admira a suavidade das águas ao sereno do luar. Caminho meus passos, respiro fundo: o ar entra, a fumaça sai, é quase uma dança... Uma dança frenética com uma velha brincadeira de rua “fumante que é fumante diz dez palavras sem soltar fumaça” risos e devaneios. O fluxo é interrompido! Em meio a tantos carros que passaram, um chama a atenção, perturba o a ordem e gera o caos, buzina, ilumina e grita... Ah e a sirene, ela não para. O velho olha, as árvores olham, a lua olha, eu olho e até o vento para, todos em uma estranha reverencia sombria pelo silêncio que fora quebrado. Mais alguns passos... meus últimos tragos e em um último ato de consciência apago o cigarro e não o jogo nas águas frias da noite, deixo as margens da ponte para que o vento faça o resto do serviço. Agora a ponte está a seus últimos passos, sinto calor, a mochila incomoda, cabeça leve, sinto-me mais alto... Estou voando! E voando passo pelos lugares, deixo de caminhar e começo a correr, vejo toda eternidade passar diante de meus olhos em formas de pessoas, ricas, pobres, saudáveis e degeneradas. Converso com a lua e com as estrelas, fazemos filosofias e questionamentos sobre a vida e a existência, sobre músicas e o universo... Ah, o universo! Sou interrompido. “Quantas horas aí mermão?” diz ele. “Onze e meia” sem olhar no relógio. “Como sabe as horas sem olhar no relógio?” questionou. “Pela posição da lua e das estrelas, pela conversa e pelos fatos, pela ponte.” E assim continuo seguindo meus passos distraídos, lentos e até confusos...
Anderson Marques Mileib
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O Cemitério
Todos os dias vejo o alvorecer.
Nas terras férteis do cemitério
E assim fica até o anoitecer.
De todos os mortos, monastério.
São as terras férteis crepusculares,
Não existem mais flores plantadas
Somente as árvores secas seculares.
E os túmulos das viúvas cantadas.
E a noite não existe mais o chão.
É onde se pisa apenas na terra nua,
Não se ouve nem o próprio coração.
É o futuro com sua realidade crua.
Restando apenas o som do silêncio,
Grande vazio obscuro, interminável.
E todos esses nomes em extenso
Nos túmulos, terra fértil, inigualável
Anderson Marques Mileib
Nas terras férteis do cemitério
E assim fica até o anoitecer.
De todos os mortos, monastério.
São as terras férteis crepusculares,
Não existem mais flores plantadas
Somente as árvores secas seculares.
E os túmulos das viúvas cantadas.
E a noite não existe mais o chão.
É onde se pisa apenas na terra nua,
Não se ouve nem o próprio coração.
É o futuro com sua realidade crua.
Restando apenas o som do silêncio,
Grande vazio obscuro, interminável.
E todos esses nomes em extenso
Nos túmulos, terra fértil, inigualável
Anderson Marques Mileib
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ironia
Escrevo para reis e Deuses
Rainhas, vestais e tudo mais
Já fui venerado e quer saber
Até mesmo sou odiado...
Quanta ironia isto para mim
Poder escrever tanto assim
E sequer poder comprar um gim...
Anderson Marques Mileib
Rainhas, vestais e tudo mais
Já fui venerado e quer saber
Até mesmo sou odiado...
Quanta ironia isto para mim
Poder escrever tanto assim
E sequer poder comprar um gim...
Anderson Marques Mileib
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Vermes
Malditos vermes!
Que comem lixo
e sujam as ruas.
Malditos sejam!
Comem minhas entranhas
e também as suas.
Malditos sujos!
Maltrapidos e fétidos
sujam as águas e se engrandecem
Malditos vermes!
Nascem e crescem
reproduzem, envelhecem
e depois morrem.
Odeio estes vermes.
Acham que o mundo é seu
Você é um verme...
e também eu!
Anderson Marques Mileib
Que comem lixo
e sujam as ruas.
Malditos sejam!
Comem minhas entranhas
e também as suas.
Malditos sujos!
Maltrapidos e fétidos
sujam as águas e se engrandecem
Malditos vermes!
Nascem e crescem
reproduzem, envelhecem
e depois morrem.
Odeio estes vermes.
Acham que o mundo é seu
Você é um verme...
e também eu!
Anderson Marques Mileib
sexta-feira, 27 de março de 2009
Certezas Incertas
Ascendo o meu cigarro
com o fogo de incertezas.
Afinal o que será de mim?
Neste mundo sem nobrezas.
Não tenho dragões a matar,
Sem espadas afiadas,
Nem mesmo donzelas a salvar.
Seria loucura ou piada?
Nasci na época errada,
Cheia de certezas incertas.
Mas uma navalha afiada
Faz-me atingir a meta!
Com os pulsos cortados,
Desta vez eu sei, viajarei.
Longe da terra dos coitados
Não mais respirarei.
Anderson Marques Mileib
Justificando a ausência, estava realmente sem tempo para escrever.
com o fogo de incertezas.
Afinal o que será de mim?
Neste mundo sem nobrezas.
Não tenho dragões a matar,
Sem espadas afiadas,
Nem mesmo donzelas a salvar.
Seria loucura ou piada?
Nasci na época errada,
Cheia de certezas incertas.
Mas uma navalha afiada
Faz-me atingir a meta!
Com os pulsos cortados,
Desta vez eu sei, viajarei.
Longe da terra dos coitados
Não mais respirarei.
Anderson Marques Mileib
Justificando a ausência, estava realmente sem tempo para escrever.
domingo, 8 de março de 2009
Ao Luar
Na velha cidade de luzes acesas
Pode-se ouvir de longe os gritos
Outrora pessoas viram as presas
e depois nunca mais foram vistos
Então avista-se a nave dos loucos
Vermes à lepra, substitui a morte
E trás consigo o grito dos roucos
Para o mar, entregue-os a sorte
Canções de morte, rios de peste
Gritos lunáticos ecoando no ar
Nada mais passa de um teste
A demência espalhada ao luar
Pode-se ouvir de longe os gritos
Outrora pessoas viram as presas
e depois nunca mais foram vistos
Então avista-se a nave dos loucos
Vermes à lepra, substitui a morte
E trás consigo o grito dos roucos
Para o mar, entregue-os a sorte
Canções de morte, rios de peste
Gritos lunáticos ecoando no ar
Nada mais passa de um teste
A demência espalhada ao luar
segunda-feira, 2 de março de 2009
Vozes
Sempre antes de dormir
Penso que é o vento a sussurrar
Mas são as vozes a surgir
E minha sanidade a roubar
E sem razão ou sentido
Em minha cabeça a gritar
Um nome desconhecido
Ou uma voz sem parar
Gritam em minha mente
Me assustam, me acordam
Como quem não sente
Seriam mortos que recordam?
Talvez tenham algo a me dizer
Talvez precisem dar-me a mão
Ou é apenas para eu saber...
Não são vozes, é a perda da razão
Anderson Marques Mileib
Penso que é o vento a sussurrar
Mas são as vozes a surgir
E minha sanidade a roubar
E sem razão ou sentido
Em minha cabeça a gritar
Um nome desconhecido
Ou uma voz sem parar
Gritam em minha mente
Me assustam, me acordam
Como quem não sente
Seriam mortos que recordam?
Talvez tenham algo a me dizer
Talvez precisem dar-me a mão
Ou é apenas para eu saber...
Não são vozes, é a perda da razão
Anderson Marques Mileib
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Mosca
Diário do Dr. Fleubermann Paciente nº 003764 Curioso e peculiar o caso deste paciente em específico. Ainda me lembro bem da primeir...
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Ai! Ai de mim! Poder dizer assim, Palavras ou sussurros Deste querer aos urros! Ai de mim, se na liberdade Pudesse dizer-lhe...