Caminho sozinho pelas ruas
Não vejo o tempo passar
Carrego a vida nas mãos nuas
Vendo sol e chuva a brilhar
Rostos desconhecidos me evitam
Reis desprovidos de faces
E todas as terras que inventam
É a sublimação que nasce
Seus olhos não olham os meus
Se os filhos tem medo, não me importo
Um dia os estigmas serão seus
Mas a muito já estarei deporto
Não temo a morte certa
Abandonado e esquecido
E no fundo a pergunta aperta
Quem é o velho esquisito?
Pai, filho ou avô de alguém
Alguém quem fez por merecer
Nas ruas apenas um ninguém
Um velho a perecer
Mas quando visto hei de agradecer
Toca-lhe os ombros em prantos-Quem jaz sem vida há de me conhecer-
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Chuva
O céu tremeu diante de
meus pés
Enquanto delirava admirando seu olhar
Começou no mais memorável revés
Mais do que nunca agora posso amar
Mesmo com o céu a cair em minha cabeça
E meus pés molhados pisando no chão
Toda a chuva que caí do céu é gota
Comparada ao júbilo de meu coração
E nada irá impedir que o futuro aconteça
Pela primeira vez pude sentir seu perfume
Olhar de perto em seus olhos antes que eu pereça
E mesmo que pouco, de seu corpo o ardume
E em meio a palavras e sorrisos sinceros
Mesmo que por um instante o mundo parou
Nas águas da chuva, na simetria do singelo
Começou no mais memorável revés
Mais do que nunca agora posso amar
Mesmo com o céu a cair em minha cabeça
E meus pés molhados pisando no chão
Toda a chuva que caí do céu é gota
Comparada ao júbilo de meu coração
E nada irá impedir que o futuro aconteça
Pela primeira vez pude sentir seu perfume
Olhar de perto em seus olhos antes que eu pereça
E mesmo que pouco, de seu corpo o ardume
E em meio a palavras e sorrisos sinceros
Mesmo que por um instante o mundo parou
Nas águas da chuva, na simetria do singelo
Foi no mesmo momento em que tudo retornou
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Alma Vendida II
Onde está? Onde está o grito de outrora?
Em alvoradas mesquinhas perdidas
São as lágrimas do anjo d’aurora
De dores passadas, mas não esquecidas.
E eu? Sou o espírito da vingança.
De meros encontros ao acaso
Um corpo, um’alma morta que dança,
De todas as palavras eu sou o descaso
E o sangue roto a apalpar o peito
São palavras escarnecidas e sem inspiração,
De um coração que agora jaz sem leito
Meras palavras ao caso e sem razão...
E assim, com palavras vazias e sem sentido...
Sem vontade o mundo fora construído.
E como todo o mundo, agora vai despido...
-Tarde demais para meu tempo, já fui vendido.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Alma Vendida
Eu sou o demônio da luxúria
E só vivo em desejos vadios
Eu sou puro ódio ira e fúria
Pois vivo de prazeres vazios.
E da vida canções e baladas
Sua cabeleira na noite solta
E gritos e vozes abobadas...
À paz nesta vida ou n’outra!
De todas as bocas que beijei
Das mulheres que já amei...
E todos os seios que toquei
Inebriado na calada me achei.
Onde a pureza outrora jazia
Em meio a túmulos teorias e teses.
E ao anjo eu olhava e dizia:
-Minh’alma? Já vendi três vezes!
Duas por amor e uma por ganância.
Cega e tola é essa fria lembrança.
Pois o preço foi baixo em demasia
Ou seria apenas mera fantasia?
E esse aperto que aperta o peito
Seria essa a solidez da solidão?
Moribundo jazendo ao meu leito
Não tenho pedras no lugar do coração.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Com Todo Amor do Mundo
Todos os dias são sempre o mesmo
As mesmas caras, tudo igual,
As mesmas músicas, tudo coeso.
Até mesmo essa comida boçal.
Passa dia, mês, ano, a vida inteira...
O que realmente fez para se orgulhar?
A mesma briga se tornando rotineira.
Quando é que isso tudo vai parar?
Não são demônios, sequer fantasmas.
São vermes vomitando de sua boca
E da merda no rádio e suas asmas
Exorcizando espíritos das louças.
O que você fez realmente para eu me orgulhar?
Além deste eterno tédio e a vontade de me matar...
Até a comida que venho comendo
Existem gostos além do seu umbigo
Sua maldita visão vem me corroendo
Não se deve existir o comigo e contigo
E todas essas brigas que nunca param?
Uma atrás da outra, hora após hora.
É este seu orgulho que nunca vaiam?
Pois chega, agora eu irei embora.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Linhas Tortas
A fumaça do cigarro
Divaga a velha fama
Dos moldes feitos a barro
Ascende a velha flama
A mariposa atraída à chama
A donzela sempre a caminhar
E minha boca a ti chama
Mas sempre permanece a escapar
Como correr acorrentado?
Perto ou longe não importa
Não é mais o meu lado
A você resta como se comporta
Nas fotos de olhar pardo
E a mim resta uma linha torta
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Insônia
É noite e não consigo agir
Neste ar cada vez mais abafado
Já não consigo mais dormir
Só pensar no mundo ao meu lado
Maldita insônia que me faz pensar
E todo mundo parece desabar
Quanto tempo falta para acordar?
Apago a luz e fecho os olhos
Estou correndo sem destino
Indo para qualquer lugar
Vejo luzes e sons diminuindo
Mas não consigo te alcançar
Maldita seja esta insônia
Que não me deixa acordar
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Perdoe-me
Perdoe-me
Por não tê-la seguido
Quando o mundo desabava
E carrega-la nas costas
Perdoe-me por não ter conseguido
Por lavar as mãos e deixar
Por ver quando poderia ter corrido
Pelas palavras rudes a pronunciar
Perdoe-me peço com afinco
Por simplesmente ter deixado
Abandonado
A morte do amor com horror
Ou talvez com louvor
Por somente estar ao seu lado
Mas antes de tudo peço-lhe
Não me perdoe
Por tê-la matado
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Tudo e Nada
Hoje é o dia
Todos os dias
Hoje não é dia,
Nunca é.
Hoje e nunca
Amanha talvez
Tudo se repita
E morre outra vez
Hoje é o dia
Você será minha
Sempre foi
Sempre e nunca
E hoje mais uma vez
Para que amanhã quem sabe
Exista apenas um talvez...
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
O Senhor da Loucura
Em um tempo longe do tempo
Outrora nas terras mais distantes
Trajando manto ou talvez mempo
Via-se o Senhor e seus semblantes
A passos largos sempre caminhava
E a terra chorava diante de seu pé
O nome por todo canto se cantava
A fazer homens perderem sua fé
Seu sangue declarou a guerra santa
Santos pecadores guerreiros a se matar
O rouco timbre de sua voz que canta
Derrama seu sangue faz a terra gritar
E sua loucura tornava os ecos distantes
Sua voz, melodia e caprichos errantes
E ria o Senhor da Loucura em sua deixa
-e sua voz já não sai mais de sua cabeça-
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Traio e Distraio
Eu me traio e me distraio
Com silêncios relevantes
E nas palavras ociosas
Ditas a meros semblantes
Eu me traio quando calo
E escrevo o que não falo
Nos pensamentos fica o calo
A palavra não é o falo
E quando caio me distraio
Pro inferno com esse raio
Ou caio porque distraio?
Que seja o arco ou o raio
E sem bordões relevantes
Apenas me traio e distraio
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Em silêncio
Era um começo de tarde como outro
qualquer, como um sábado qualquer, eu voltava da faculdade, caminhando passos
rápidos e displicentes, ora olhando um pouco o movimento, mas sempre com mais
atenção na música que ouvia nos fones de meu celular. Foi quando, aproximando
de casa eu a vi, meio que de soslaio, a quase um quarteirão de distância,
caminhando em minha direção. Óbvio que não desviei meu caminho, tão pouco
esperei por ela, apenas segui em frente, ignorando totalmente sua existência,
como se tivesse visto mais uma pessoa desconhecida caminhando pela rua e, em
pouco tempo, já até havia esquecido com quem me deparara há alguns instantes.
Mas o que realmente foi intrigante e interessante ocorreu no decorrer daquele
sábado parado, calado, distante e ouso dizer até inseguro...
Por volta das quatro da tarde,
eis que meu telefone toca, quando olhara pude perceber que a pessoa havia
escondido o número, pensei que fosse o mesmo número que me ligara na noite
passada e que não disse nada. Atendi, sempre otimista pensando na possibilidade de
ser um novo trabalho mas em vão, novamente a pessoa ficara em silêncio
desligando depois de alguns instantes. Alguns poucos minutos depois, chega uma mensagem de texto dizendo: “finge
que nem me conhece, estava com saudades de te ver” Não demorou mais do que um
minuto para ligar a ligação, a mensagem e o ocorrido da manhã, logo respondi a
mensagem com afinco e depois de uma breve conversa combinamos de nos encontrar.
Era noite, por volta de 19h, a
hora se aproximava, turbilhões de pensamentos me estonteavam, deles os mais
presentes talvez seria de alguns drinks e quem sabe nossos lábios tocando-se em
uma dança frenética e majestosa de beijos e palavras de afeto trocadas. Arrumei-me
e em pouco tempo estava em sua casa, fui convidado para entrar, ela estava
sozinha.
Devo admitir, estava tão bela
como sempre foi. Sua pele alva, macia, sedutora e chamativa, seu cheiro doce,
insaciável, penetrante e convidativo, criando desejo a cada respiração,
tornando-a ofegante e delirante. E seus cabelos... Vermelhos, intensos, mais
até do que me lembrava, realçava ainda mais sua pele branca, estava
deslumbrante em vestes negras bem detalhadas e delineadas sob medida em seu
corpo. Em pouco tempo de conversa e minhas expectativas sobre a noite já se
realizavam, alguns drinks e nossos lábios saudando-se em uma dança de paixão
esquecida, mas não apagada.
Alguns instantes depois sua linda
pele branca revelou-se não sendo nada além de uma casca oca, alterando entre
partes vazias e podres, seu perfume que antes dominava todo o quarto foi um
breve momento para esconder o cheiro fétido de sua podridão por dentro
exaltando-se para fora pela boca, nariz e olhos, vísceras dilaceradas
apodrecidas, inconstantes, clamando por carne nova para sugar seu sangue e
esconder o que há e pior em si, camuflando sua verdadeira natureza insípida.
Em um movimento rápido e sutil,
minha mão fora instintivamente em seu rosto, percorrendo seu pescoço até sua
garganta, e lá permanecera apertando com toda força que meu ódio e repulsa
puderam me proporcionar. Em poucos instantes seu rosto ficou ainda mais pálido,
sem reação, sem palavras, sem saber o que fazer diante daquilo tudo.
Olhando em seus olhos, pude me
lembrar de cada palavra dita, de cada instante de dor e agonia que passei, de
cada segundo que esperei em agonia por uma resposta, de quando me abri expondo
todas as minhas férias e ela me esfaqueou, machucando-me ainda mais. Lembrei-me
das falsas palavras, das falsas promessas, do que ela era, o que havia se
tornado, uma mutação macabra e horrenda, não merecida por ninguém, sequer
alguém como ela. Lembrei-me principalmente de seu silêncio, sua indiferente
falta de respostas apenas olhando, admirando-me enquanto me arrastava no chão
por sua causa.
-Você acha mesmo que iria voltar
como um cachorro atrás do dono? – Eu dizia enquanto apertava seu pescoço cada
vez mais forte.
-Você me teve totalmente, por
mais tarde que tenha sido eu me entreguei totalmente, mesmo que tenha sido por
um medo ridiculamente tosco de ficar sozinho... Talvez isso pudesse despertar
algo maior, e o que você fez? Preferiu pisar em mim e me desprezar, na única
oportunidade que tive que realmente tivemos de que eu pudesse verdadeiramente me
abrir e me entregar totalmente a você, e o que você fez? Preferiu me iludir...
E agora acha que eu iria ignorar tudo e voltar como um cãozinho faminto atrás
de comida, esquecendo e perdoando tudo que aconteceu no passado? Acha que não
me lembro de cada palavra, e pior, cada silêncio indiferente que fui tratado?
E em poucos instantes seu rosto
fora se tornando ainda mais pálido, algo saia de sua boca e misturava-se com
seus cabelos, tornando-os ainda mais vermelhos, criando uma dança de cores e
densidades inconfundíveis, e aos poucos percebia seu corpo tentando lutar contra
minha força e quanto mais ela se debatia, mais eu me lembrava de como me
debatia, e maior era a raiva que sentia, até que, aos poucos, começou a se
acalmar, entrando em um estado de sonolência, toda a dor logo se entorpecera,
seu corpo já estava praticamente parado, não havia mais forças para lutar ou
sequer manter os olhos abertos.
De sua boca entreaberta saiam
grunhidos embolados e inaudíveis, sequer dei atenção ao que poderia ser, suas
palavras venenosas não mais me ludibriariam. Em pouco tempo suas tentativas de
sair ou de falar o que quer que seja sessaram-se, fiquei admirando seus olhos,
suas pupilas dilatadas, quase sem reação, a pulsão de seu corpo esvaindo-se, em
breve tudo terminaria. Pensei em tudo que aconteceu, a forma que tudo se tornara,
o final amargo, não existiria alternativa.
Abaixei-me bem próximo de sua
boca, nossos lábios quase se tocaram pela última vez, mas não haveria última
vez. Na reminiscência de minha raiva, aproximei-me de seus ouvidos, para que
ela pudesse ouvir minhas últimas palavras.
Soltei seu pescoço, ela se mostrou aliviada, mas não tinha forças para
sequer gritar ou se levantar. Disse-lhe ao pé do ouvido
-Ainda doí quando digo que te
amo? Pois eu te amo, tanto que doí, te amo tanto, até a morte.
Minhas mãos caminharam novamente
em seu rosto até seu pescoço, onde apertei com todas as minhas forças, até não
ter mais forças. Ela simplesmente não reagiu, deixou toda sua velha conhecida
displicência tomar controle da situação, este era seu destino, sua própria cova
cavada, sua sina com meu nome. Quanto terminei, já não conseguia mais sentir
minhas mãos, meus dedos pareciam ter ficado cravados em seu pescoço, meu corpo
tremia, tive vontade de gritar, ressuscita-la apenas para mata-la novamente.
Poético.
Antes de sair do quarto, olhei
novamente para seu corpo, não sabia se ainda vivia ou não, não pensei em
nenhuma possibilidade, apenas fitei-a e disse:
-Eu nunca lhe amei.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Devaneios
Pequenos devaneios passam por aqui
Palavras tolas sem sentido
Sentimentos, sentido, cru, despido
Crescendo em ritmo acelerado e desinibido
Como por hora celebrando uma canção
Palavras cheias e vazias, profanadas
Ditas com os olhos, mãos e coração
E por ventos e vinhos embaladas
Embriagadas por todos meus anseios
Não mais, são apenas meros devaneios
segunda-feira, 1 de julho de 2013
(in)Direta
Você disse, (re)disse
Gritou, falou e até revirou
Depois apenas se calou
E calada permaneceu...
Nesse silêncio displicente
De rotinas incoerentes
Mas meu bem, tenho algo a dizer
Aquela indireta não foi para você
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Um Brinde!
Um brinde!
A nossas doses de suicídio,
Bebidas a prestação.
Um brinde aos nossos anseios
E também aos devaneios.
A fumaça doce na boca,
Ao ar que seca a garganta,
A palavras vazias.
De nada adianta.
Ao cheiro em minhas mãos
E seu cheiro em minha cabeça.
As vitorias vazias,
Derrotas acompanhadas
E as pequenas mortes.
Mas antes que eu me esqueça...
Um brinde!
Para todas essas ideias
Que não saem de minha cabeça.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Indireta
Meu bem, esta poesia é para você!
Que por seu amor me fez perecer,
Que deixou seu cheiro e foi embora,
Que me fez te amar fora da hora.
Que brincava com palavras na noite fria,
E dizia para eu nunca te deixar sozinha.
Quando falava que nunca me procuraria
E quebrava promessas no outro dia...
Afinal quanto tempo tem desta vez?
Sete dias, três semanas, mais de mês...
Será que me dou o luxo de fazer plano
Já que em poucos dias faz um ano?
Meu bem, aceite, pois é de coração.
Vivo e vermelho como aquela paixão!
Não ligue se me trouxe pequenas mortes
Pois sempre volto ainda com mais sorte.
Sem mais, aceite sim, esta poesia...
Não deixe que ela morra em sua ironia
Ou que eu fique amargurado e pasmo
Temperando tudo com meu sarcasmo.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Bem no Fim
Meu bem desejo-lhe tardes chuvosas
Noites quentes e frias a sua escolha
Muitos amores – menção honrosa –
Que possa voar livre como uma folha
Mas não morra sem árvore a lhe nutrir
Ainda existem muitos dias ensolarados
Além de tantas lembranças a nos unir
E todas as tardes como enamorados
Meu bem desejo-lhe sempre um copo cheio
Cheio de brindes, drinks e lembranças
Não há nada que não justifique o meio
Mas hei de preocupar, não perca a esperança
Meu bem desejo-lhe mil noites de amor
Mesmo que comece agora, seja como for
E se não quiser então que seja assim
Mil noites de insônia pensando em mim
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Voando/Caindo
Sem chão para me
apoiar
Não sei se estou
a cair
Ou se estou a
voar
E o coração
querendo sair
No que me tornei
afinal?
Anos não são dias
perdidos
E quem ficará no
final?
Ou tudo ficará
partido
As belas cores
crepusculares
Estou voando até
você
E minhas palavras
seculares
Deixo-me a sua
mercê
Estou caindo no
esquecimento
O limbo das
lembranças perdidas
O quanto durará
tal lamento?
Escrevendo em
duas almas distintassábado, 25 de maio de 2013
Apenas uma tarde qualquer
Talvez tudo sempre esteve certo...
Como os pássaros voando numa tarde de outono,
Como o vento que assopra frio na face.
Vejo rostos na lama simétrica,
Vejo máscaras, vejo a nós...
Talvez tudo já estava certo desde a partida.
Como um pássaro tentando alcançar seu bando
Separa-se e no final volta ao seu lugar.
Como a face vermelha numa tarde de outono.
Talvez tudo sempre esteve certo...
Como um laço, nunca desfeito em pensamentos,
Como os pássaros que voam, como um sorriso
Em uma tarde de outono qualquer...
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Meras Palavras
Palavras mentem a todo tempo
Expelidas de bocas envenenadas
Escorrendo em um fogo lento
Tarda preso em almas exaltadas
Palavras por si só de nada valem
Mentiras irrisórias e ilusões
Amor e ódio à mesma boca dizem
Apenas sentimentos sem pulsões
Sou poeta que não gosta de palavras
Não, palavras vadias e vazias
Que nada dizem e se vão tardias
Das palavras eu prefiro as ações
Demonstrar vale por se provar
Prefiro as palavras que podem falar
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Mosca
Diário do Dr. Fleubermann Paciente nº 003764 Curioso e peculiar o caso deste paciente em específico. Ainda me lembro bem da primeir...
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Em seu livro Eu, Robô, Isaac Asimov nos apresenta, de forma resumida a evolução da robótica, desde um simples mecanismo usado como brinquedo...
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Nunca diga a mim Que não sabia da situação. Que essa sua bandeira -que também é a minha- Virou-se uma poleira, As armas, multidão...
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Ai! Ai de mim! Poder dizer assim, Palavras ou sussurros Deste querer aos urros! Ai de mim, se na liberdade Pudesse dizer-lhe...