É novo e tem pouca coisa, mas vou atualizando.
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terça-feira, 31 de julho de 2018
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Resenha do livro Ascos
Resenha por: Vitória Bueno
Nota: 10,0 - 10,0
Livro: Ascos
Autor: Anderson Mileib
Número de páginas: 86 páginas
Resenha: Bom, eu já resenhei esse livro por aqui há um tempo atrás (link Aqui!). Resenhei a edição física, mas fui convidada pelo autor a reler a obra no formato digital, que saiu há pouco tempo, e dar minhas considerações a respeito dela.
Primeiramente vou introduzir a obra pra vocês.
Muitos não conhecem, mas Ascos é uma obra de contos de horror e suspense escrita de forma magistral, com a plena intenção de causar medo, mas também a reflexão.
A história se passa em uma taverna e, no decorrer da noite, embriagados pela bebida, quatro homens resolvem contar sua extraordinária história. Os contos são divididos entre essas quatro personagens.
No primeiro conto, conhecemos Macalister, que apresenta sua história para os companheiros da taverna. Ele conta uma história de quando ainda era caixeiro viajante e, por causa de um mal tempo, fora obrigado a se hospedar em uma decadente hospedaria em um pequeno vilarejo. Logo no início ele sente algo estranho na casa, assim como na dona dela e, após investigar descobre que houve um misterioso crime naquele lugar. Sua curiosidade o impulsiona a ficar até desmembrar toda a história e o desfecho, é de arrepiar!
"A razão, meus caros, é a forma como utilizamos a inteligência para superar o medo."
Já o segundo conto apresenta Isaac. A história que ele conta aconteceu anos atrás, quando ele morava em uma pequena vila que, de uma hora para outra foi amaldiçoada por algo terrível e misterioso. Os animais começaram a morrer e o alimento a acabar. Devido a uma assembleia, ficou decidido, não sem muita hesitação, que uma comitiva de dez pessoas partiria em busca de ajuda. Dentre as pessoas que se ofereceram, estava Isaac e sua bela e amada esposa. Mas ao sair do vilarejo, acabaram presos em uma fazenda abandonada, por causa da baixa temperatura. Nesse local, eles são obrigados a repensar seus conceitos a respeito do que é humano e o que é preciso fazer para garantir sua sobrevivência. Conto amedrontador que faz jus ao nome do livro!
"- Aqui matamos todos os nossos fantasmas, e alimentamos os demônios dentro de nós mesmos. "
No terceiro conto nos é apresentado Kevin. Sua história gira em torno de sua juventude e de sua ambição por investigar a mente assassina de um psicopata.
O quarto conto é narrado por Alphonse, que apresenta uma história de quando ele era um jovem escritor de peças de teatro e, após uma não tão prestigiada apresentação, recebe uma proposta um tanto assombrosa de seu amigo Fabian, que era também a personagem principal de seu drama, com o intuito de dar mais emoção e realidade à peça, e assim, alavancar a fama dos dois.
"A arte, pura e verdadeira só é paga com sangue. A vida é o verdadeiro Teatro dos Horrores."
O último conto é na verdade, como seu próprio título diz, uma carta. Foi escrita na taverna, enquanto o remetente ouvia as histórias contadas. Ela é um ultimato, uma carta de amor, de saudade, de horror, de asco...
"Não importa quão grande seja a dor dos outros, nossas tragédias são sempre incomensuráveis."
Recomendo fortemente a leitura desse livro. Vale realmente muito a pena.
A escrita do autor é madura e muito fluida. Suas histórias são instigantes e tensas, carregadas de suspense do início ao fim, tornando impossível parar de ler até devorar a última página!
Quanto à edição, recomendo que esta seja revisada. Encontrei alguns erros de ortografia e de concordância, mas não foi nada que me atrapalhasse na leitura. Só acho que esse livro merece um tratamento um pouco mais minucioso.
Mais uma vez, dou meus parabéns ao Anderson, um grande parceiro aqui do blog, por ter criado uma história tão incrível, fazendo com que, separados, os contos sejam intensos, mas que juntos, formem uma unidade de horror deliciosa para qualquer um que aprecie o gênero.
Só leiam!
Resenha de meu livro feito pela Vitória. Visitem seu blog:
https://ateoriadaslaranjas.blogspot.com/
segunda-feira, 16 de julho de 2018
Notas sobre ela:
Ela, que dança no timbre
Da perfeita harmonia
Com a beleza inibe
Do silêncio a cacofonia
Ela, que de passos certeiros
Dança verossímil paixão
E que em seus devaneios
Faz do poeta sua inspiração
terça-feira, 3 de julho de 2018
Redescobertas
Há 3 anos atrás eu escrevi este texto.
E então ela me olhou
Não com olhos frios de inverno
Mas com olhar de que amou
Olhos com calor interno
terça-feira, 26 de junho de 2018
Uma obra inquietante
O nome deste quadro é "Autorretrato com a Morte Tocando Violino", de Arnold Böcklin.
Particularmente acho esta obra sensacional, transmite tantas sensações, sentimentos, inquietudes e, ao mesmo tempo, silêncio, a única forma que encontrei de descrevê-la.
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Desafeto
Texto novo, espero que gostem
Desatino me pronuncia
Destinado a solidão
Deste nada me resta
Além de, é claro
Desamor e podridão
Me deixa, me erra
Me (des)rima
Desse destino
Meu desafeto é só meu
Detestado e desamado
Desprezado e destituído
Desconstruído, desarrumado
Como eu, desalmado.
E no fim o que me resta?
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Chemistry
Outro texto antigo...
O nosso tempo nunca para
A vida é uma eterna mudança
É uma ferida que nunca sara?
Ou fruto da bem-aventurança?
Por vezes ainda espero o chamado
Seria essa ligação é tão forte assim?
Ou seria fruto de um tolo enganado
Que não consegue mudar-se de mim?
E as noites tornaram-se anos passados
Lembranças de cigarros inebriados
Quem me dera ser menos desinteressado
Poder fazer mais antes de ter acabado
Por vezes seu fantasma me assombra
Muitas vezes espero por ser assombrado
No mundo de lembranças vejo sua sombra
Desejando apenas que eu fosse lembrado
terça-feira, 12 de junho de 2018
Dia dos namorados
Texto de 2012
Amor, meu grande amor...
Amo-te mais que o sol a lua
Cantando o seu belo louvor
Amo-te mais que a beleza nua
Muito mais que a carne de seus lábios
Ou minhas mãos tocando seu semblante
Nossos corpos unos, sábios
Sua pele, minha perfeita amante
Sua bela voz em minha mente
Cantando, melodias explodindo
E com sangue em mãos contente
Do corpo que jaz exaurido
Não, amo-te ainda mais!
Não é apenas mera carne pútrida
Não são ossos de animais
Meu amor jaz em seu leito vazio
Mesmo que não tenha partido
Agora é preenchido
Em nossa núpcia de madeira
Tudo mais se prepara
Para sempre noite sorrateira
Nem mesmo a morte nos separa
quarta-feira, 6 de junho de 2018
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Imperdoáveis
No escuro, eles caminham
Escondidos, perseguem
No silêncio eles devoram
E a tudo eles consomem
Em quartos abafados e vazios
Pode-se sentir seus olhares
Quando não estamos sozinhos
Imperdoáveis fazem-te calares
Na sombra que se alimentam
E quando eles chegam
Até deuses se lamentam
Aos Imperdoáveis, sua oferenda
Lágrimas, alma e sangue
Pois eles chegarão, e saberá
Os intoleráveis, não se arrependa
O sacrifício chega, obstante
Pois aqui estão, e nada sobrará
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Ontem
a noite, ela veio até mim. Tentei futilmente me livrar de seus
desencantos, mas em vão, como sempre. Ontem a noite pude sentí-la
como nunca, seus olhos me fitando, seu sussurro como o vento que
entra pela janela e balança as cortinas. A solidão, a podridão, o
asco, o veneno, ontem a noite eu tive tudo.
A
sós na cama, o tempo passava, como os passos num compasso de piano,
crescendo, crescente, diminuto. Minhas mãos caminhavam por entre
suas formas, mínima, semínima, colcheia. A tentação, a vontade,
os beijos, cedi totalmente, me entreguei. Semicolcheia sem pausa.
Ontem a noite, sequer vi o tempo passar, as horas viravam dias, os
dias a madrugada, céu adentro, noite aberta, gritos, ouvidos,
gemidos, ontem a noite...
Quantas
horas são? Já nem quis saber, sem forças para levantar, o corpo
suado, o calor dos corpos, o furor despido, ontem a noite o céu foi
ficando claro. Será que dormi? Por entre seus beijos e carícias,
palavras pausas e silêncios e tantos arrependimentos. Ontem a noite,
já estava clareando, mas o rítimo permanecia, eu a jogava, era
jogado, virávamos na cama, com juras de amor eterno ao ódio,
pragras e desgraças, e um olhar sutil na pebumbra do quarto, o
reflexo no espelho. Ela foi, mas queria voltar, ela foi mas continuou
a me atormentar, ontem a noite já era hoje de dia e nossos olhos
ainda se encontravam.
Eu
queria sair, queria correr, queria gritar. Queria riscar o chão com
nossos corpos, deixar marcas até nos ossos, com o sangue fervendo, o
coração palpitando, o rítimo acelerado e o tempo, tempo impecável,
quatro por quatro, três por quatro, caralho a quatro. Queria ser a
sirene na rua, o maluco que grita, o maldito bebum apagado na esquina
com meia garrafa. Ontem a noite, não sei se foi mais uma ou menos
uma, eu só queria dormir. Ontem a noite, já era quase dia, ela me
deixou, sem falar, sem fitar, sem mais ficar, da mesma forma que ela
chegou, misteriosa, silenciosa, depravada. Ontem a noite eu tive
insônia.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Banal
Aquele gole
Aquele flerte
Aquele beijo
A tragada do cigarro mortal
É o que tira sua vida do banal
sexta-feira, 10 de março de 2017
A Noite de Tédio
A noite de tédio
O céu, as estrelas
Do calor o assédio
E a cabeça nas nuvens
De olho no amanhã
Com a boca seca
Os olhos tristes
Sem pensamentos
Ou ideias
Sem o que fazer
Põe-se a cantar
Sem nada por cima
Não, nada
Nem sequer uma rima...
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